Pré-candidato à Presidência, Augusto Cury diz que ‘não é neutro’ e quer ser ‘a voz da pacificação’
Pré-candidato anunciado pelo Avante concedeu entrevista exclusiva ao programa ‘Link News’ nesta terça (5)
2026|Do R7, com RECORD NEWS
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Desde que o partido Avante anunciou a pré-candidatura do psiquiatra e autor de best-sellers Augusto Cury no dia 5 de abril, os eleitores querem entender melhor as propostas do escritor, que até então não possuía carreira política. Em uma entrevista exclusiva ao Link News desta terça-feira (5), ele reconheceu os desafios que o aguardam ao longo da campanha.
“Eu não sou político profissional, eu não quero fazer carreira política, eu não amo o poder. Eu gostaria de dar um exemplo. [...] Se vocês acharem que sou digno de me sentar na cadeira de presidente, eu ficaria por quatro anos e iria embora para nunca mais voltar”, afirmou Cury, que diz não ter planos de disputar outro mandato.

Ao longo da entrevista, o pré-candidato se identificou como uma possível terceira via durante as eleições de 2026 e enxerga como missão apaziguar o “ambiente tóxico” que se desenvolveu na política ao longo dos anos, nas palavras dele.
“As pessoas têm medo de falar em quem vão votar, inclusive nas famílias, porque geram discussões tremendas. Eu gostaria de ser essa voz da pacificação e da esperança”. Durante a conversa, ele elaborou sobre uma “era da desesperança” pela qual o mundo passa, motivada pelo domínio das redes sociais e pelo avanço da inteligência artificial no mercado de trabalho.
Ele ainda afirma: “Talvez, em cinco anos, não sobre pedra sobre pedra da economia como a conhecemos hoje. E se nós não transformarmos a economia brasileira em uma economia distribuída, [...] se nós não tivermos pelo menos 10 milhões de pequenas empresas nos próximos 10 anos, pode acontecer um tsunami, ou seja, ondas tão dramáticas que milhões de pessoas perderão seus empregos”.
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Para evitar tal cenário, Cury planeja reestruturar a psicodinâmica da educação brasileira, ao investir no ensino do empreendedorismo nas escolas. O escritor aproveitou a oportunidade para destacar a importância dos professores no plano: “Eles são cozinheiros do conhecimento que preparam o alimento para uma plateia que não tem apetite. Os alunos estão intoxicados digitalmente”.

Reformas no STF (Supremo Tribunal Federal) também estão entre as propostas do pré-candidato. Ele defende acabar com o cargo vitalício dos ministros, inserir mais mulheres no órgão e substituir o sistema de indicação dos representantes por um novo, semelhante ao de um plebiscito.
Quanto ao direcionamento político que assume, Cury respondeu: “Minha mente é capitalista, meu coração é social. Não sou neutro, em hipótese alguma”. Ao ser questionado sobre a que candidato daria apoio em caso de derrota, ele riu: “Sempre tem uma pergunta que estressa o psiquiatra. [...] Eu gostaria de conquistar o eleitor para essa terceira via. [...] Quando chegar lá [...] eu vou ter mais segurança para te falar“.
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