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Renan Santos defende bomba atômica em dez anos e confirma políticas autoritárias de Bukele

Candidato citou regime de exceção em favelas e julgamento coletivo de suspeitos

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Renan Santos defende a construção de uma bomba atômica pelo Brasil em dez anos, sem necessidade de embasamento científico.
  • Propõe medidas de segurança pública inspiradas no presidente de El Salvador, Nayib Bukele, incluindo estados de defesa e julgamentos coletivos.
  • Defende a saída do Tratado de Não Proliferação Nuclear e cita as reservas de terras raras do Brasil como poder de barganha.
  • Advoga por uma "guerra" contra o crime organizado, com aumento de penas, novos presídios e uso da força letal pela polícia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Candidato Renan Santos defende medidas polêmicas para defesa e segurança pública Reprodução/YouTube Unecs Oficial

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu nesta quarta-feira (26) a construção de uma bomba atômica pelo Brasil dentro de dez anos e, na segurança pública, confirmou a adoção de medidas semelhantes às do presidente salvadorenho Nayib Bukele, como regime de exceção em favelas e julgamento coletivo de suspeitos de integrar facções criminosas.

Questionado sobre qual estudo científico ou técnico embasaria a necessidade de construção de uma arma nuclear, o candidato respondeu que isso não seria necessário.


“Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se proteger de outras nações”, disse o candidato. “Eu posso trazer apenas dados da realidade”, afirmou, acrescentando que reconhece não haver, hoje, condição técnica nem prazo inferior a dez anos para o Brasil desenvolver a tecnologia.

Em entrevista à Rede Globo, Renan Santos disse que a proposta nasce de uma leitura sobre a reconfiguração da ordem mundial, com a ascensão da China frente aos Estados Unidos.


Ele defendeu que o Brasil precisa de “soberania militar” para ocupar um lugar entre as principais potências globais.

Segundo Renan Santos, a saída do Tratado de Não Proliferação Nuclear deveria ocorrer “no momento certo”, rompendo também o compromisso assumido com a Argentina na fundação do Mercosul, pelo qual os dois países renunciam a armas nucleares.


Reservas minerais

Para justificar o poder de barganha do Brasil, o candidato citou as reservas nacionais de terras raras, insumo essencial para tecnologia militar e civil.

“O Brasil é o país que tem a segunda maior reserva do mundo de Terras Raras, atrás da China”, disse, informação que é confirmada pelo Serviço Geológico do Brasil, órgão do governo federal. O país, vale destacar, ainda compete dentro da oferta global nesse setor por falta de tecnologia de exploração e refino de Terras Raras.


Segurança pública

Na segurança pública, Renan Santos propôs a declaração de uma “guerra” contra o crime organizado, com sucessivos estados de defesa, mudanças no Código de Processo Penal e na Lei de Execuções Penais.

Ele defendeu o aumento de penas e construção de novos presídios. Disse que a construção de dez novos presídios, custaria R$ 6 bilhões, e que uma operação de ocupação em um único estado, nos moldes da que defende para o Rio de Janeiro, custaria cerca de R$ 5 bilhões por ano.

Questionado sobre sua proximidade com o modelo de segurança de El Salvador, Renan Santos disse “não sou Bukele”, em referência ao presidente de El Savador, Nayib Bukele.

No entanto, confirmou o desejo de implementar medidas adotadas pelo governo salvadorenho, consideradas autoritárias, entre elas suspensão de direitos, detenções em massa, prisões por denúncia anônima e julgamento coletivo de réus.

“Muitos elementos que foram adotados em El Salvador, de maneira muito similar, vão ser adotados por mim”, afirmou.

Força letal

Sobre o uso da força letal pela polícia, Renan Santos defendeu abertamente que agentes atirem para matar diante de um assalto em andamento.

“Se um policial tiver na frente, ele tem que atirar para matar essa pessoa”, disse, associando a proposta ao termo que ficou associado a ele nas redes sociais, “prendeu, matou”. Segundo ele, “o sangue que tem que jorrar não é” o de vítimas inocentes, “é o do bandido”.

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