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Sudeste e Nordeste concentram estratégias de candidatos na corrida presidencial

Com maior concentração de eleitores, as duas regiões são consideradas decisivas para os candidatos à presidência da República

2026|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Campanhas presidenciais focam no Sudeste e Nordeste para expandir votações, com a direita mirando o Sul e Centro-Oeste.
  • São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são cruciais para Lula, enquanto Flávio Bolsonaro busca fortalecer o eleitorado conservador nessas áreas.
  • Minas Gerais é vista como termômetro eleitoral, com Zema e Caiado priorizando o estado para ampliar suas bases.
  • O Nordeste é vital para a estratégia de Lula, com foco em programas sociais, enquanto Flávio Bolsonaro e Caiado tentam aumentar sua presença na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segurança, programas sociais e agronegócio estão entre os principais discursos das campanhas Montagem: Ricardo Stuckert/PR - 05.08.2026, Vittor Sales/Flickr @flaviobolsonaro - 01.08.2026, Gabriel Pinheiro/CNI – 22.06.26, Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 20.05.2026 e Reprodução/Redes sociais @renansantosmbl - Arquivo

Com as chapas oficializadas desde o início da semana, as campanhas presidenciais priorizam o Sudeste e o Nordeste para expandir votações, enquanto mantêm o Sul, o Centro-Oeste e o Norte como alvos estratégicos, especialmente para a direita.

São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. Esses cinco colégios eleitorais reúnem mais de 83,2 milhões de eleitores, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).


Minas Gerais, por exemplo, tem sido historicamente visto como um termômetro para as eleições nacionais, uma vez que, das últimas 13 eleições, 12 dos presidentes eleitos também venceram no estado mineiro.

Prioridades

Para Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), Minas Gerais está entre as áreas prioritárias do Sudeste. Zema, que governava o estado, busca transformar sua base regional em votos nacionais, enquanto Caiado tenta ampliar sua presença para além do Centro-Oeste, onde possui sua principal força política.


Nas duas campanhas, o discurso é voltado ao setor produtivo e ao equilíbrio das contas públicas.

Segurança pública também aparece entre as principais bandeiras de Caiado, que pretende levar para outras regiões a política adotada durante sua gestão em Goiás.


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Para Lula (PT), o Sudeste é uma das principais frentes de disputa, justamente pelo tamanho do eleitorado e pela competição com a oposição. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem como estados importantes para a tentativa de ampliar a votação do presidente.

Flávio Bolsonaro (PL) também concentra esforços na região, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde busca mobilizar o eleitorado conservador. Segurança pública, redução de impostos e anistia estão entre os temas utilizados pela campanha para dialogar com esse público.


Para a campanha de Renan Santos (Missão), a proposta é focar no Sudeste, que é berço do MBL (Movimento Brasil Livre), criado por ele e principal base do Partido Missão, e também no Sul, região com forte apelo liberal e vista como estratégica para capturar votos da centro-direita que busca uma alternativa ao bolsonarismo.

Desafios no Nordeste

Se o Sudeste pesa pelo tamanho, o Nordeste tem importância adicional pelo histórico de votação. A região concentra 27,42% do eleitorado brasileiro e é uma das principais bases eleitorais de Lula.

Para o presidente, manter uma vantagem expressiva no Nordeste é considerado fundamental para a estratégia nacional.

A campanha petista prioriza na região temas como programas sociais, saúde, educação, emprego e custo de vida, buscando manter a conexão com o eleitorado de menor renda.

Para Flávio Bolsonaro e Caiado, o cenário é diferente. As campanhas tentam reduzir a distância para o PT e ampliar a presença em estados nordestinos, aproximando-se de setores produtivos e do eleitorado conservador.

No caso de Renan, a campanha considera o Nordeste a região prioritária justamente pela “concentração de áreas mais pobres”. Uma das propostas apresentadas está transformar o Nordeste em um polo de energia renovável e data centers.

Sul e Centro-Oeste

O Sul é outra região considerada estratégica para Flávio Bolsonaro. Paraná e Santa Catarina, principalmente, são vistos como áreas importantes para ampliar a vantagem do eleitorado bolsonarista.

A região é hoje uma das mais favoráveis ao senador. No levantamento de julho do RealTime Big Data, Flávio tinha 41% das intenções de voto no Sul, contra 27% de Lula. Renan aparecia com 10% e Caiado, com 6%.

O Centro-Oeste, por sua vez, tem importância particular para Caiado, cuja carreira política está fortemente ligada a Goiás. A região também é estratégica para Zema e Flávio pelo peso do agronegócio e de setores ligados ao empreendedorismo.

Caiado concentra sua agenda regional em agronegócio, minerais estratégicos, reindustrialização e segurança. Zema aposta em redução do tamanho do Estado, privatizações, concessões e desburocratização.

Para Lula, Sul e Centro-Oeste são áreas em que a campanha busca reduzir desvantagens e ampliar o diálogo com setores urbanos e produtivos.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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