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Tendências apontam para um Senado mais de direita a partir de 2027, dizem especialistas

Apesar do domínio conservador, desenho e formação de alianças ainda vão depender do resultado das eleições presidenciais

2026|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As eleições de 2026 podem resultar em um Senado mais alinhado à direita a partir de 2027, com o PL liderando em várias disputas estaduais.
  • Partidos como Novo, PP e Republicanos podem contribuir para uma maioria de direita, com projeções sugerindo 26 senadores eleitos por esses partidos.
  • A composição do Senado dependerá das alianças políticas pós-eleições presidenciais, com partidos de centro possivelmente se unindo a siglas de esquerda.
  • O cenário de impeachment de ministros do STF ainda é incerto, dependendo de quóruns e da presidência do Senado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PL tem candidatos à Casa Alta em 25 das 27 unidades federativas Marcos Oliveira/Agência Senado - Arquivo

As eleições deste ano vão mexer na composição do Senado, com a renovação de 2/3 das cadeiras. Especialistas apontam que a tendência é que, a partir de 2027, a Casa conte com mais senadores alinhados ideologicamente à direita do que à esquerda.

De acordo com pesquisas eleitorais mais recentes, o PL, que é hoje o maior partido da Casa e tem candidatos em 25 das 27 unidades federativas — com exceção de Alagoas e Amapá —, lidera as disputas em pelo menos oito estados para uma das vagas no Senado.


Outros partidos, como Novo, PP e Republicanos, completam a lista de legendas que podem ajudar a formar um Senado de maioria à direita. Projeções mais otimistas para esses partidos falam em 26 eleitos, contra 14 de siglas de esquerda.

Ainda é preciso levar em conta os senadores que permanecem: dos 27 senadores que continuam o mandato até 2030, oito são do PL, cinco do União, quatro do PT e três do PP.


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Segundo o cientista político Leandro Gabiatti, de fato, o cenário que se desenha indica que partidos de direita, centro-direita e centro sejam maioria, mas as articulações políticas dependerão do presidente eleito.

Ele explica que é comum que as siglas somem forças com bancadas governistas para aprovar medidas ou barrar iniciativas que são contra os interesses do governo.


“Partidos de centro, inclusive até de centro-direita, poderão fazer algum tipo de composição junto com partidos de esquerda, neste caso o PT principalmente, e conseguir um número ou formar uma maioria própria”, explica Gabiatti.

Partidos de centro, como MDB, também têm altas chances de conquistar muitas vagas nessas eleições. O cientista político Bruno Soller, no entanto, aposta que o Centrão deve ser mais independente.


“Sem buscar protagonismo no Executivo, esse conglomerado político pragmaticamente se contenta em dominar o jogo legislativo, sendo fiador da balança nas relações entre os poderes da República”, analisa.

Impeachment de ministros

Uma das apostas dos senadores é alcançar número suficiente de votos para derrubar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em 2025 e 2026, o Senado recebeu 57 pedidos de impeachment de ministros, a maioria contra Alexandre de Moraes, que não tiveram andamento.

Apesar do clima favorável para o avanço desses processos, Gabiatti diz que ainda é cedo para avaliar se haverá uma maioria para votar eventuais pedidos de afastamento.

“Muitos dizem que os votos que a direita, centro-direita e centro podem ter, eventualmente, conseguem construir essa maioria para avançar na cassação de um ministro. No entanto, acho que não se trata só de um número, mas de qual presidente vai ser eleito, de quem vai presidir o Senado, de qual maioria se formará”, avalia o cientista político.

Rito

A Constituição não especifica o impeachment de ministros do STF, mas diz que cabe ao Senado processar e julgar os membros da Corte em casos de crimes de responsabilidade. O processo do julgamento segue o mesmo rito de impeachment de presidente da República.

O processo começa com o presidente do Senado, que decide se vai despachar os pedidos à Advocacia da Casa, responsável por avaliar tecnicamente a proposta. Se for aceita, os senadores devem votar para abrir ou não o processo, com quórum mínimo de 2/3. Caso seja aprovada, a denúncia segue para uma comissão especial e, depois, para o plenário.

No fim do ano passado, o ministro Gilmar Mendes decidiu aumentar o quórum necessário para a abertura de processo contra ministros, que até então poderia ser iniciado com maioria simples.

Na decisão, Gilmar Mendes também estabeleceu que não é possível instaurar processo de impeachment contra os magistrados com base apenas no mérito de suas decisões. A mudança aguarda julgamento do plenário do STF.

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