42 deputados abandonam disputa pela reeleição e tentam vaga no Senado
Levantamento mostra que o número de deputados que tentam migrar para o Senado dobrou em relação a 2022
2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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Quarenta e dois deputados federais em exercício decidiram deixar a disputa pela reeleição na Câmara para tentar uma vaga no Senado nas eleições.
O número representa o dobro do registrado em 2022, quando 21 deputados concorreram ao Senado, embora seja inferior aos 47 que fizeram o mesmo movimento em 2018.
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O levantamento do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) mostra que a maior parte dos deputados optou por permanecer na disputa pela Câmara: 438 dos 513 parlamentares em exercício, ou 85,38%, são candidatos à reeleição. Outros 42 decidiram concorrer ao Senado.
A migração para o Senado é um dos principais movimentos entre os deputados que não tentarão permanecer na Câmara. Além dos 42 candidatos ao Senado, cinco deputados disputam governos estaduais, um concorre a vice-presidente, um a vice-governador e três tentam uma vaga de primeiro suplente de senador.
Outros oito concorrem às assembleias legislativas e 14 não disputarão nenhum cargo eletivo.
A estratégia dos deputados ocorre em um ano em que a eleição para o Senado terá uma quantidade expressiva de vagas em disputa. Serão 54 das 81 cadeiras da Casa, ou dois terços da composição. Dos atuais senadores que terão o mandato em disputa, 32 tentam a reeleição.
O movimento pode contribuir para uma renovação significativa do Senado. O DIAP projeta que entre 22 e 44 das 54 cadeiras em disputa sejam ocupadas por novos parlamentares.
Em relação à composição total de 81 senadores, isso representa uma renovação potencial de 27,16% a 54,32%.
Entre os nomes que aparecem no levantamento como candidatos ao Senado estão deputados de diferentes partidos e regiões do país.
A lista inclui, por exemplo, Arthur Lira (PP-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Bia Kicis (PL-DF), Marina Silva (Rede-SP), Ricardo Salles (Novo-SP), Caroline de Toni (PL-SC), Paulo Pimenta (PT-RS), Sanderson (PL-RS), Filipe Barros (PL-PR) e Celso Sabino (PDT-PA).
Esse fluxo de deputados em direção ao Senado ocorre em paralelo a uma taxa elevada de recandidaturas na Câmara.
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