Veja promessas dos candidatos ao GDF para concursos e valorização de servidores
Candidatos divergem sobre estratégias para preencher vagas e organizar o quadro de pessoal do Distrito Federal
2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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A realização de concursos públicos e a recomposição do quadro de servidores estão entre as propostas apresentadas pelos principais candidatos ao Governo do Distrito Federal, que propõem diferentes estratégias para preencher vagas, principalmente nas áreas de saúde, educação e segurança.
As propostas dos seis candidatos analisados — Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB) — incluem a convocação de candidatos já aprovados, realização de novos concursos, substituição gradual de contratos temporários por servidores efetivos e redução de cargos comissionados.
Veja a seguir o que cada candidato propõe para a área.
Celina Leão (PP)
Celina Leão, atual governadora e candidata à reeleição, propõe uma recomposição gradual dos quadros efetivos do GDF, condicionada às necessidades de cada órgão e à responsabilidade fiscal. O plano prevê estudos técnicos permanentes sobre aposentadorias, vacâncias e dimensionamento de pessoal para orientar futuros concursos.
Na educação, ela defende a substituição gradual de professores temporários por concursados, com o objetivo de garantir continuidade pedagógica.
Na saúde, Celina propõe reestruturar as carreiras, com valorização salarial e reposição de profissionais por meio de concursos públicos.
Promoveremos a recomposição gradual dos quadros efetivos, priorizando a convocação e a nomeação de candidatos aprovados em concursos públicos vigentes, de acordo com as necessidades da Administração e observada a responsabilidade fiscal.
José Roberto Arruda (PSD)
José Roberto Arruda promete convocar, no primeiro dia de governo, todos os profissionais de saúde e educação aprovados em concursos vigentes.
A posse, segundo a proposta apresentada pelo candidato, ocorreria simultaneamente à sua própria posse como governador.
Para abrir espaço no orçamento e ampliar a participação de servidores de carreira em funções diretivas, Arruda também propõe reduzir os cargos em comissão do Distrito Federal de 27 mil para no máximo 8.000.
O GDF implantará o programa Servidor Público Digital, promovendo a capacitação contínua dos servidores públicos em competências digitais, análise de dados, inteligência artificial e inovação.
Leandro Grass (PT)
Leandro Grass propõe uma recomposição dos quadros do serviço público e a redução da terceirização em atividades-fim do Estado.
Na saúde, promete convocar imediatamente 5.000 enfermeiros aprovados em concursos vigentes e realizar o concurso para especialista em saúde, com o objetivo de suprir um déficit de 4.166 profissionais em 17 especialidades.
O candidato também prevê um plano plurianual de concursos para Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, diante de um déficit estimado em 18 mil vagas.
Na educação, Grass defende concursos periódicos para as carreiras de magistério e assistência à educação, enquanto no SUAS (Sistema Único de Assistência Social) propõe recompor equipes técnicas por meio de concursos para ampliar o atendimento de Cras (Centro de Referência da Assistência Social) e Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
Para a área de Ciência e Tecnologia, promete concurso próprio para analistas da FAP-DF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal).
Meu governo realizará concursos, priorizando saúde (convocação dos enfermeiros aprovados), educação e assistência social, com substituição progressiva de terceirizações irregulares nas atividades finalísticas.
Ricardo Cappelli (PSB)
Ricardo Cappelli defende que as contratações sejam precedidas por um dimensionamento técnico das necessidades de pessoal e da capacidade fiscal do Distrito Federal.
Na saúde, promete convocar candidatos aprovados em concursos vigentes e realizar novos certames conforme a necessidade da rede, destacando a falta de médicos, enfermeiros e técnicos.
Para a educação, Cappelli propõe planejar reposições e realizar concursos transparentes para reduzir a dependência de contratos temporários, com a proposta de garantir professores em sala desde o primeiro dia de aula.
No Iges-DF (Instituto de Gestão Estratégica de Saúde), Cappelli promete demitir cerca de 800 indicados políticos em cargos comissionados, mantendo e valorizando os concursados e celetistas que atuam no atendimento.
O governo irá dimensionar a força de trabalho, convocar concursos vigentes e realizar novos concursos conforme necessidade e capacidade fiscal.
Kiko Caputo (Novo)
Kiko Caputo defende a valorização dos servidores de carreira e a redução do uso estrutural de contratos precários.
Na educação, promete convocar professores aprovados em concursos vigentes para preencher vagas permanentes e limitar as contratações temporárias a necessidades transitórias.
Para o Iges-DF, propõe processos seletivos públicos amplos, rigorosos e impessoais, baseados em provas e títulos, com o objetivo de eliminar indicações políticas.
Caputo também critica a utilização de reajustes reprimidos e da suspensão de concursos como mecanismos de ajuste fiscal e defende que o funcionamento da administração pública dependa de servidores qualificados, valorizados e concursados.
Nós precisamos fazer um choque de gestão no Distrito Federal, mas a energia para esse choque de gestão é o servidor público. É o servidor público que vai nos tirar do atoleiro em que está a máquina pública.
Paula Belmonte (PSDB)
Paula Belmonte propõe reduzir gradualmente a presença de professores temporários nas escolas e substituí-los por profissionais concursados. O plano menciona que o Distrito Federal chegou a contar com mais de 15,5 mil professores temporários ativos.
Segundo a proposta, a medida busca garantir maior estabilidade pedagógica e evitar interrupções nos projetos desenvolvidos pelas turmas.
Para os cargos comissionados, a candidata promete cumprir rigorosamente a Lei nº 4.858/2012, que regulamenta as funções de confiança e os cargos em comissão da administração pública, garantindo que ao menos 50% das funções em comissão sejam ocupadas por servidores públicos efetivos, concursados de carreira.
Substituiremos gradualmente professores temporários por concursados, fortalecendo o quadro permanente, dando mais estabilidade às equipes e garantindo continuidade aos projetos pedagógicos.
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