Zema defende formalização de motoristas de aplicativo e diz que pesquisa não define eleição
Presidenciável do Novo também aproveitou agenda em São Paulo para criticar ministros do STF
2026|Vinícius Rangel, da RECORD
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira (2) a criação de mecanismos para ampliar a formalização de motoristas de aplicativo e afirmou que todos os profissionais da categoria deveriam ter registro como Microempreendedor Individual (MEI). A declaração foi dada após encontro com trabalhadores do setor.
Zema afirmou que considera justas as reivindicações apresentadas pelos motoristas, especialmente em relação às taxas cobradas pelas plataformas. Para o candidato, os contratos precisam ser mais transparentes e deixar claro quanto o profissional receberá por cada corrida.
“Os motoristas de aplicativo nem sempre, dependendo da empresa, sabem isso. Para mim, seria algo mais do que necessário. Ele saber que vai ganhar X%. Hoje ele pode ganhar 10%, 15%, 5%, 2%.”
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O presidenciável disse ser contrário à criação de uma regulamentação que determine diretamente os valores das relações entre motoristas e empresas, mas defendeu que os profissionais tenham mecanismos de proteção social.
Segundo Zema, a formalização como MEI permitiria ao motorista contribuir para a Previdência e ter acesso a benefícios em caso de afastamento por doença, além de contar tempo para a aposentadoria. “Eu sou favorável a que todo motorista tenha a sua MEI, e acho que até uma legislação que venha a dar algum respaldo para quem se formalizar seria muito bom”, defendeu.
Trabalho por hora
O ex-governador de Minas Gerais também voltou a defender mudanças na legislação trabalhista para ampliar a possibilidade de contratação por hora. Segundo ele, a medida poderia facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho e aumentar a formalização.
O candidato afirmou que muitos brasileiros deixam de trabalhar formalmente por causa da burocracia e disse que pretende simplificar as regras caso seja eleito. “Hoje, muitos brasileiros não trabalham formalizados devido a toda a burocracia. O MEI é relativamente simples.”
Pesquisa eleitoral
Questionado sobre o desempenho nas pesquisas, que apontam Zema com 2% das intenções de voto, o candidato disse não se preocupar com os levantamentos.
Ele citou a própria eleição para o governo de Minas Gerais, em 2018, quando afirma ter chegado à reta final em terceiro ou quarto lugar e acabou eleito no primeiro turno. “Se dependesse de pesquisa, em 2018 eu nunca teria sido eleito governador do Estado.”
Zema também elogiou o desempenho de Augusto Cury na pesquisa citada pelos jornalistas e afirmou estar confiante na própria campanha.
Críticas ao STF
Durante a entrevista, Zema também comentou as investigações envolvendo o Banco Master e voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Sem apresentar novas informações sobre o caso, o candidato afirmou que os episódios revelariam apenas “a ponta do iceberg” e defendeu o afastamento de ministros que eventualmente tenham envolvimento com irregularidades.
Zema afirmou ainda que os responsáveis devem ser investigados e punidos. “Eu quero que tudo seja apurado, eu quero que tudo seja investigado, eu quero que os culpados sejam punidos”, disse.
O candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela postura diante das investigações e afirmou que o governo federal estaria associado a grupos que, segundo ele, protegem interesses políticos.
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