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Zema defende formalização de motoristas de aplicativo e diz que pesquisa não define eleição

Presidenciável do Novo também aproveitou agenda em São Paulo para criticar ministros do STF

2026|Vinícius Rangel, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Romeu Zema, candidato à Presidência pelo Partido Novo, defende a formalização de motoristas de aplicativo como Microempreendedores Individuais (MEI) para garantir benefícios sociais.
  • Zema critica a burocracia que impede a formalização de trabalhadores e propõe mudanças na legislação trabalhista para facilitar contratações por hora.
  • Ele minimiza as pesquisas eleitorais que mostram baixa intenção de voto, citando sua vitória em Minas Gerais em 2018 como exemplo de superação de prognósticos.
  • O candidato critica ministros do STF e defende investigações rigorosas sobre o Banco Master, além de criticar o governo federal por proteger interesses políticos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Romeu Zema (Novo) defendeu mecanismos de proteção social para motoristas de aplicativo Thiago Max/Divulgação Romeu Zema - 22.08.2026

O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira (2) a criação de mecanismos para ampliar a formalização de motoristas de aplicativo e afirmou que todos os profissionais da categoria deveriam ter registro como Microempreendedor Individual (MEI). A declaração foi dada após encontro com trabalhadores do setor.

Zema afirmou que considera justas as reivindicações apresentadas pelos motoristas, especialmente em relação às taxas cobradas pelas plataformas. Para o candidato, os contratos precisam ser mais transparentes e deixar claro quanto o profissional receberá por cada corrida.


“Os motoristas de aplicativo nem sempre, dependendo da empresa, sabem isso. Para mim, seria algo mais do que necessário. Ele saber que vai ganhar X%. Hoje ele pode ganhar 10%, 15%, 5%, 2%.”

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O presidenciável disse ser contrário à criação de uma regulamentação que determine diretamente os valores das relações entre motoristas e empresas, mas defendeu que os profissionais tenham mecanismos de proteção social.


Segundo Zema, a formalização como MEI permitiria ao motorista contribuir para a Previdência e ter acesso a benefícios em caso de afastamento por doença, além de contar tempo para a aposentadoria. “Eu sou favorável a que todo motorista tenha a sua MEI, e acho que até uma legislação que venha a dar algum respaldo para quem se formalizar seria muito bom”, defendeu.

Trabalho por hora

O ex-governador de Minas Gerais também voltou a defender mudanças na legislação trabalhista para ampliar a possibilidade de contratação por hora. Segundo ele, a medida poderia facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho e aumentar a formalização.


O candidato afirmou que muitos brasileiros deixam de trabalhar formalmente por causa da burocracia e disse que pretende simplificar as regras caso seja eleito. “Hoje, muitos brasileiros não trabalham formalizados devido a toda a burocracia. O MEI é relativamente simples.”

Pesquisa eleitoral

Questionado sobre o desempenho nas pesquisas, que apontam Zema com 2% das intenções de voto, o candidato disse não se preocupar com os levantamentos.


Ele citou a própria eleição para o governo de Minas Gerais, em 2018, quando afirma ter chegado à reta final em terceiro ou quarto lugar e acabou eleito no primeiro turno. “Se dependesse de pesquisa, em 2018 eu nunca teria sido eleito governador do Estado.”

Zema também elogiou o desempenho de Augusto Cury na pesquisa citada pelos jornalistas e afirmou estar confiante na própria campanha.

Críticas ao STF

Durante a entrevista, Zema também comentou as investigações envolvendo o Banco Master e voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sem apresentar novas informações sobre o caso, o candidato afirmou que os episódios revelariam apenas “a ponta do iceberg” e defendeu o afastamento de ministros que eventualmente tenham envolvimento com irregularidades.

Zema afirmou ainda que os responsáveis devem ser investigados e punidos. “Eu quero que tudo seja apurado, eu quero que tudo seja investigado, eu quero que os culpados sejam punidos”, disse.

O candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela postura diante das investigações e afirmou que o governo federal estaria associado a grupos que, segundo ele, protegem interesses políticos.

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