Zema diz que vai a Brasília acompanhar decisão sobre o Banco Master
Candidato à Presidência pelo Novo voltou a atacar ministros do STF
2026|Vinícius Rangel, da RECORD
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Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (11) que vai a Brasília na próxima terça-feira (15) para acompanhar a reunião extraordinária do Supremo Tribunal Federal que, segundo ele, será decisiva para o futuro do país.
O presidenciável voltou a fazer críticas aos ministros do STF e afirmou que autoridades que tiveram relações financeiras com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, precisam ser investigadas: “Nós vamos decidir se queremos um país que tenha credibilidade, um Supremo que tenha respeito, credibilidade também, ou se vamos continuar lá com bandidos”, afirmou Zema.
O candidato citou contratos e negócios atribuídos a integrantes da Suprema Corte e afirmou que alguns ministros teriam se beneficiado financeiramente de relações com Vorcaro. O presidenciável também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o governo deveria se posicionar de forma mais clara sobre o caso: “Eu lamento que o presidente não esteja dando nome aos bois. Estou falando do presidente Lula, que me parece também ele e várias pessoas do PT se beneficiando de todo esse contexto”, declarou.
Zema defende investigação
Questionado sobre a operação que investiga possíveis desvios de emendas parlamentares relacionados ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Zema defendeu que sejam rastreados os recursos que tiveram origem no Banco Master.
O candidato afirmou que qualquer pessoa ou empresa que tenha recebido dinheiro de Vorcaro pode ser alvo de investigação, mas reconheceu que nem todos necessariamente tinham conhecimento da origem ou de eventual irregularidade dos recursos: “Para onde foi o dinheiro do Daniel Vorcaro do Banco Master tem que ser investigado. Quem recebeu o dinheiro deles está sujeito a estar envolvido em alguma coisa ilícita”, disse.
Na sequência, Zema ponderou que funcionários do banco, por exemplo, podem ter recebido salários sem saber de eventuais irregularidades, assim como empresas de comunicação podem ter contratado publicidade de boa-fé: “Agora tudo tem que ser averiguado e investigado, porque o que nós estamos vendo, quando se trata de políticos, muita gente foi comprada”, afirmou.
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