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Mulher de Lito nega favoritismo após conseguirem remédio experimental: ‘Por conta própria’

Mila Seidl afirma que família seguiu os trâmites previstos para obter autorização da Anvisa e reforça que não houve ajuda especial

Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mila Seidl, esposa de Lito Sousa, nega favoritismo na obtenção de medicamento experimental para tratar a doença de Creutzfeldt-Jakob.
  • A família seguiu os trâmites legais e reuniu a documentação necessária com apoio médico para conseguir a autorização da Anvisa.
  • A Anvisa concedeu a autorização em caráter excepcional devido à rápida evolução da doença, que é letal e sem tratamento eficaz conhecido.
  • Mila destacou que o processo foi feito por conta própria e agradeceu o apoio recebido nas redes sociais para a campanha de divulgação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mila Seidl disse que família conduziu negociações com farmacêutica para obter medicamento Reprodução/Instagram/@milaseidl

A mulher do influenciador Lito Sousa, Mila Seidl, usou as redes sociais neste sábado (5) para negar que a autorização para o uso de um medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob tenha sido obtida por meio de favorecimento de autoridades, empresários ou da própria Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Nos vídeos, ela afirma que a família conduziu as negociações com a farmacêutica responsável pelo medicamento e reuniu a documentação necessária com o apoio dos médicos que acompanham o marido.


“Vi algumas pessoas falando que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi, gente. Isso é um regulamento, está previsto em lei”, explica Mila. “Tem um trâmite legal que precisa ser cumprido para você fazer isso. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito, isso existe e qualquer cidadão numa situação como essa pode pleitear.”

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Mila diz ainda que cabe à agência analisar e deferir ou não solicitações desse tipo. “Eu me preparei bastante, eu e o doutor Fugino. Então, a gente estava bem munido com os documentos que a farmacêutica passou, com os exames, com tudo”, afirma.


Ela também agradeceu o apoio das pessoas que ajudaram na divulgação da campanha promovida nas redes sociais. “Isso foi muito importante, principalmente na tentativa de entrar pelo estudo experimental, que era o que a gente imaginava que seria o melhor, o mais fácil”, lembra.

Sobre o acesso à medicação, Mila reforçou: “De verdade, foi tudo assim por conta própria”.


A autorização da Anvisa para a importação e o uso do medicamento pelo influenciador foi concedida na sexta-feira (4), em caráter excepcional.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade neurodegenerativa rara, de evolução rápida e, atualmente, sem tratamento capaz de interromper sua progressão.


Uso compassivo

Nos vídeos, Mila também explica como se deu o processo para obter a medicação. “Fizemos uma reunião com eles [representantes da farmacêutica que tem a medicação] e, porque o caso do Lito é muito interessante, eles liberaram o uso compassivo. E aí eu fui atrás de todo o processo”, detalha.

Segundo a Anvisa, a decisão no caso de Lito levou em conta a rápida evolução da doença, considerada letal e irreversível. O medicamento ainda está em fase pré-clínica e, até o momento, não há estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para avaliar sua eficácia no tratamento da doença priônica.

A agência explica que essa modalidade de acesso é destinada a pacientes com doenças graves, debilitantes ou que ameaçam a vida, para as quais não existem alternativas terapêuticas satisfatórias. As solicitações são analisadas individualmente, considerando a gravidade e o estágio da doença.

Família tentou entrar em estudo

De acordo com Mila, antes de recorrer ao uso compassivo, a família tentou incluir Lito em um estudo experimental. A tentativa, porém, não avançou.

“Foi negado, não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque estava fechado [para novos participantes] o estudo”, explica. Depois da negativa, a família passou a procurar outras possibilidades.

Na solicitação das autorizações para o uso compassivo, Mila afirma que, diante da urgência do caso, houve um entendimento entre os órgãos envolvidos para acelerar a tramitação.

Segundo ela, o processo passou por diferentes instâncias nos Estados Unidos e no Brasil, incluindo a farmacêutica, o Ministério da Saúde, a Anvisa e a agência reguladora norte-americana, a FDA.

“Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante, porque esse fluxo mais rápido levou, sei lá, uma semana. Em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, conta.

Dados mais recentes publicados pela própria Anvisa mostram que, em 2024, o tempo médio de autorização de programas de uso compassivo foi de 15 dias. No mesmo ano, foram autorizados 48 programas dessa modalidade.

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