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Trump envia emissários à Rússia e à Ucrânia com plano para ‘acabar com a guerra’

A visita acontece poucos dias após a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou

Estadão Conteúdo

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump enviou Steve Witkoff e Jared Kushner à Rússia e Ucrânia para propor o fim do conflito na Ucrânia.
  • A missão ocorre após visitas diplomáticas de alto nível entre EUA e Rússia, incluindo a participação no G20.
  • Os enviados se reunirão com os presidentes Putin e Zelenski para discutir a proposta de paz, apesar de ataques recentes entre os países.
  • Zelenski propôs um cessar-fogo durante as negociações, mas ataques continuam, elevando as baixas civis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump tenta acordo para acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia REUTERS/Eric Lee — 04.09.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (4) que enviou Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou e a Kiev com uma proposta para encerrar o conflito de quatro anos na Ucrânia.

A visita acontece poucos dias após a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou, e à ida do ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, aos Estados Unidos para uma reunião do G20.


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“Eles têm consigo uma proposta para acabar com a guerra”, disse Trump a repórteres. “Nós os enviamos para ver se conseguimos chegar a um acordo, e pode haver uma boa chance de conseguirmos.”

O objetivo dos negociadores é determinar se é possível avançar rumo à paz, continuou o presidente, que não deu detalhes de se o plano prevê que a Ucrânia ceda parte do território.


A medida representa a mais recente tentativa de Washington de dar fim ao impasse diplomático do conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que começou com a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2012.

Segundo o portal de notícias americano Axios, Witkoff e Kushner se reúnem com o presidente Vladimir Putin em Moscou no sábado (5) e, no domingo (6), com o presidente Volodmir Zelenski. Um alto funcionário ucraniano disse à AFP que os enviados devem chegar a Kiev no domingo.


O Kremlin não comentou.

Os esforços pelo fim do conflito paralisaram devido à guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Por outro lado, Moscou e Kiev intensificaram os ataques de longo alcance, elevando as baixas civis a níveis não vistos desde o início dos combates.


Será a primeira vez que Witkoff, amigo empresário de Trump, e Kushner, o genro do presidente, visitam Kiev, devastada pela guerra, desde o retorno do republicano ao cargo no ano passado.

Witkoff e Kushner, que estiveram envolvidos nas negociações de cessar-fogo em Gaza e no Irã, viajaram repetidamente a Moscou em esforços diplomáticos anteriores.

Escalada

A retomada dos esforços diplomáticos ocorre em um momento em que a Rússia e a Ucrânia retaliaram com ataques de mísseis de longo alcance e drones. Poucas horas antes do anúncio de Trump, um drone russo atingiu a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) no centro de Kiev, segundo Zelenski.

O ataque, que, segundo o ucraniano, tinha como alvo o escritório do chefe interino da agência, foi o primeiro contra a sede desde o início do conflito.

Apesar da natureza sem precedentes do ataque, o presidente ucraniano propôs um cessar-fogo com a Rússia durante a visita dos enviados americanos.

“Não haverá ataques aéreos de nossa parte, e a Rússia deve garantir reciprocamente um cessar-fogo, sem seus próprios ataques aéreos, pelo tempo necessário para conduzir essas negociações”, disse Zelenski.

A Rússia não comentou.

Horas depois, Oleksandr Ganzha, chefe da administração militar regional de Dnipropetrovsk, afirmou que um ataque russo matou quatro pessoas e feriu cinco na cidade de Kamianske, no sudeste do país.

Na quarta, 2, Zelenski afirmou que o espaço aéreo russo estaria “completamente inseguro” e repleto de drones ucranianos enquanto Moscou continuasse a guerra. /AFP

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