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Gilmar diz que impeachment de ministros tem ‘apelo eleitoral’, mas não deve avançar no Senado

Ministro do STF classifica como equívoco o fato de candidatos da direita defenderem o impeachment de integrantes da Corte

Estadão Conteúdo

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes classifica como "equívoco" a defesa do impeachment de ministros do STF por candidatos de direita ao Senado.
  • Mesmo que eleitos, esses candidatos teriam dificuldades de levar o processo adiante devido ao contexto institucional.
  • Flávio Bolsonaro defende a destituição de ministros do STF e busca apoio no Senado para isso a partir de 2027.
  • O PL, mesmo com a maior bancada projetada, precisa de apoio para aprovar o impeachment de ministros e outras pautas bolsonaristas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar Mendes
Gilmar Mendes critica defesa por impeachment de ministros do STF Gustavo Moreno/STF - 18.8.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse nesta quarta-feira (19) que é um “equívoco” candidatos de direita ao Senado defenderem o impeachment de integrantes da Corte. Segundo ele, mesmo que algum desses nomes consiga se eleger, não terá condições de levar o processo adiante.

“Eu acho que, primeiro, é um equívoco, mas é um equívoco compreensível, porque certamente algumas pesquisas indicam que isto tem um apelo eleitoral. Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, ele terá imensas dificuldades de implementá-la. Por quê? Porque o todo institucional caminhará talvez num outro sentido”, disse o decano do STF à imprensa, após participar da abertura da 5ª edição do Fórum Saúde, promovido pela farmacêutica EMS em parceria com o think tank Esfera Brasil, em Brasília.


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Questionado se há risco de impeachment de ministros caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente da República, Gilmar respondeu: “Não avalio, não imagino e também não vou trabalhar sobre cenários neste momento”.

Flávio vem defendendo a destituição de integrantes do STF e tenta construir maioria no Senado para levar o plano adiante a partir de 2027. Cabe à Casa abrir o processo, com o apoio mínimo de 54 dos 81 senadores.


Mesmo projetando terminar as eleições de outubro com a maior bancada no Senado, com 28 parlamentares, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro vai continuar dependendo de simpatizantes da pauta bolsonarista para aprovar suas principais bandeiras, como impeachment de ministros do STF e anistia irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

No Senado, há três quóruns necessários para avançar com propostas. Maioria simples para aprovar projetos; pelo menos 49 votos para aprovar propostas de emenda à Constituição; e apoio de 54 senadores para conseguir a meta de destituir um ministro do Supremo ou presidente da República.

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