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Aquecimento global reduz habitats e obriga aves marinhas a voos mais longos

Estudo revela que aves marinhas estão perdendo habitat e viajando mais para sobreviver

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Aves marinhas percorrem distâncias maiores após perda acelerada de habitats oceânicos. (Imagem: Getty Images via Canva) Fala Ciência

As mudanças climáticas estão transformando profundamente a vida nos oceanos e as aves marinhas já sentem os efeitos dessa crise ambiental. Um novo estudo indica que espécies como albatrozes, petréis e pardelas estão sendo forçadas a abandonar partes de seus habitats e percorrer distâncias cada vez maiores em busca de condições adequadas para sobreviver.

A pesquisa, publicada na revista científica Nature Climate Change, analisou mais de 120 espécies de aves marinhas utilizando registros climáticos antigos, dados oceânicos e árvores evolutivas. Os resultados mostram que o aquecimento acelerado dos oceanos está comprimindo as áreas de distribuição dessas aves em várias regiões do planeta.


Além disso, os cientistas descobriram que a velocidade das mudanças climáticas tem impacto ainda maior do que o próprio aumento da temperatura. Entre os principais efeitos observados estão:

  • Redução das áreas de habitat;
  • Migrações mais longas;
  • Maior gasto de energia durante os voos;
  • Dificuldade para encontrar alimento;
  • Risco crescente de extinção.


O oceano está mudando rápido demais

Ao contrário de alguns animais marinhos que conseguem reduzir o tamanho corporal para lidar com o calor, as aves marinhas parecem responder de outra forma: elas mudam suas rotas e encolhem seus territórios.


O estudo revelou que espécies expostas às mudanças climáticas mais rápidas acabaram ocupando áreas menores e realizando deslocamentos muito maiores ao longo do tempo.

Oceanos mais quentes estão comprimindo territórios de albatrozes e petréis no planeta. (Imagem: Getty Images via Canva) Fala Ciência

O problema é que os oceanos atuais estão aquecendo em uma velocidade extremamente superior àquela enfrentada pelas aves durante milhões de anos de evolução. Segundo os pesquisadores, o ritmo atual de aquecimento marinho é cerca de 10 mil vezes mais rápido do que as taxas históricas às quais essas espécies estavam adaptadas.


Algumas espécies já enfrentam risco severo

Os novos modelos climáticos também permitiram prever como os habitats dessas aves poderão mudar até o fim do século.

No cenário mais grave de aquecimento global, mais de 70% das espécies analisadas devem perder parte significativa de suas áreas de sobrevivência. Algumas aves já aparecem em situação especialmente preocupante, incluindo:

  • Petrel-das-galápagos;
  • Petrel de Jouanin;
  • Pardela-de-newell;
  • Petrel-de-ventre-branco.

Essas espécies podem enfrentar risco real de extinção caso o aquecimento dos oceanos continue acelerando.

Aves marinhas são fundamentais para os ecossistemas oceânicos

As aves marinhas exercem papéis importantes na saúde dos oceanos. Elas ajudam na circulação de nutrientes, participam das cadeias alimentares e influenciam até mesmo a produtividade pesqueira.

Por isso, proteger essas espécies significa também preservar o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Os cientistas alertam que estratégias de conservação precisarão considerar não apenas os habitats atuais dessas aves, mas também as regiões para onde elas provavelmente migrarão no futuro.

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