O peixe acessível que pode beneficiar o cérebro com o passar dos anos
O alimento acessível e rico em ômega 3 pode ajudar a preservar a memória
Fala Ciência|Do R7

Barata, fácil de encontrar e bastante popular no Brasil, a sardinha ganhou destaque em uma nova pesquisa científica sobre saúde cerebral. O estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition (2024), liderado por Nozomi Sasaki, encontrou associação entre o consumo de peixe rico em ômega 3 e melhor desempenho cognitivo em idosos.
Os pesquisadores observaram que adultos acima dos 60 anos que consumiam peixe regularmente apresentavam melhores resultados em testes ligados à memória, atenção e velocidade de raciocínio.
Um ponto que surpreendeu os pesquisadores foi que os efeitos positivos também foram observados em pessoas com exposição a metais como chumbo e mercúrio.
O que faz a sardinha ser associada à proteção do cérebro?

A sardinha é uma das fontes mais acessíveis de ômega 3, especialmente dos ácidos graxos EPA e DHA, considerados importantes para o funcionamento cerebral.
Esses lipídios saudáveis integram as células cerebrais e favorecem a troca de sinais entre os neurônios.
Segundo o estudo, o consumo frequente desses nutrientes esteve associado a:
Além disso, a sardinha também oferece nutrientes importantes como:
O que os cientistas descobriram?
A pesquisa utilizou dados de mais de 3 mil adultos com 60 anos ou mais, analisando alimentação, exames laboratoriais e testes cognitivos.
Os participantes foram avaliados em áreas como:
Os resultados mostraram associação positiva entre consumo de peixe e melhor desempenho cerebral.
Outro ponto importante foi o papel do selênio, mineral presente na sardinha, que pode ajudar a reduzir impactos negativos relacionados à exposição a metais tóxicos.
Pequenos hábitos podem fazer diferença no envelhecimento
O estudo amplia o entendimento de que a alimentação influencia o envelhecimento cerebral. Por isso, os alimentos do dia a dia podem ter papel relevante na preservação da função cognitiva com o passar do tempo.
A sardinha chama atenção justamente por unir:
O cérebro também envelhece pela alimentação
Para funcionar bem, o cérebro precisa de nutrientes constantes que sustentam a comunicação neural, o controle da inflamação e a produção de energia.
Dietas pobres em nutrientes importantes tendem a impactar essas funções ao longo do tempo. Já padrões alimentares ricos em peixes e gorduras saudáveis vêm sendo associados a melhor preservação cognitiva em diversos estudos científicos.
A alimentação, por si só, não impede o declínio cognitivo, mas pode ser um fator importante para preservar a saúde do cérebro com o passar dos anos.














