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Esclerose múltipla cresce no mundo e diagnóstico precoce é decisivo 

Diagnóstico precoce e tratamento contínuo ajudam a estabilizar a esclerose múltipla e melhorar a qualidade de vida

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Diagnóstico precoce melhora controle da esclerose múltipla. (Foto: Getty Images via Canva) Fala Ciência

A esclerose múltipla é uma condição neurológica crônica que ainda não tem cura, mas cujo curso pode ser significativamente controlado quando identificada precocemente. Apesar de silenciosa em muitos casos iniciais, a doença afeta milhões de pessoas em todo o mundo e exige atenção constante aos primeiros sinais.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2,8 milhões de pessoas vivem com a doença globalmente. No Brasil, esse número chega a cerca de 40 mil pacientes. Mesmo com avanços importantes na medicina, o desafio continua sendo reconhecer a condição cedo o suficiente para evitar danos mais extensos ao sistema nervoso.


O que acontece no organismo durante a doença

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso central, comprometendo o cérebro e a medula espinhal. O próprio sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura responsável por proteger os neurônios e garantir a transmissão adequada dos impulsos nervosos.


Com esse processo inflamatório, diferentes funções podem ser afetadas ao longo do tempo, incluindo:

  • Coordenação motora
  • Visão
  • Sensibilidade
  • Equilíbrio
  • Funções cognitivas


Esse conjunto de alterações explica por que os sintomas podem variar tanto de pessoa para pessoa.

Sintomas que costumam passar despercebidos


Um dos principais desafios no diagnóstico é que os sinais iniciais podem surgir de forma intermitente e serem confundidos com outras condições menos graves. Entre os mais comuns estão:

  • Fadiga intensa e persistente
  • Formigamentos ou dormências
  • Fraqueza muscular
  • Alterações visuais
  • Dificuldade de equilíbrio
  • Problemas urinários

Como esses sintomas podem desaparecer temporariamente, muitas pessoas adiam a busca por avaliação médica, o que pode atrasar o início do tratamento adequado.

A importância de investigar cedo

O diagnóstico precoce é um dos principais fatores associados à estabilização da progressão da esclerose múltipla. Quando identificado nas fases iniciais, o tratamento pode reduzir a atividade inflamatória e preservar funções neurológicas por mais tempo.

Nos últimos anos, os avanços terapêuticos também trouxeram novas possibilidades de controle da doença. Medicamentos modernos ajudam a diminuir surtos e retardar a evolução do quadro, contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos pacientes.

Tratamento e acesso pelo sistema público

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte para diagnóstico e tratamento por meio de protocolos clínicos específicos. O acesso inclui avaliação médica especializada, exames como ressonância magnética e medicamentos fornecidos em farmácias de alto custo.

O caminho geralmente envolve:

  • Consulta com neurologista
  • Solicitação de exames complementares
  • Preenchimento de documentação médica
  • Retirada de medicamentos na rede pública

Esse fluxo garante que pacientes diagnosticados tenham acesso ao tratamento contínuo, fundamental para o controle da doença.

Um alerta para atenção aos sinais

A esclerose múltipla atinge principalmente adultos jovens, com maior incidência entre mulheres, e pode surgir em uma fase produtiva da vida. Por isso, identificar sintomas que continuam ao longo do tempo e procurar avaliação médica é fundamental.

Embora ainda não exista cura, o conhecimento atual permite que a doença seja controlada de forma mais eficaz do que no passado. Assim, o diagnóstico precoce se consolida como a principal ferramenta para preservar autonomia, função neurológica e qualidade de vida.

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