Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Treinos intensos alteram metabolismo até depois do exercício 

Treinamento intervalado de alta intensidade mostra efeitos prolongados no corpo 

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

  • Google News
HIIT aumenta gasto energético após o treino. (Foto: Getty Images via Canva) Fala Ciência

O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) já é conhecido por sua eficiência na melhora do condicionamento físico e na redução de gordura corporal. No entanto, uma nova pesquisa mostra que seus efeitos podem ir além do momento do exercício, influenciando o metabolismo energético mesmo após o treino terminar.

Publicado na Scientific Reports em 2025 e conduzido por Yang BaiQuan, o estudo analisou como diferentes modalidades de HIIT afetam a composição corporal e o gasto energético em adultos jovens com obesidade.


Dois tipos de HIIT, dois efeitos no corpo

Os pesquisadores compararam dois formatos de treino ao longo de oito semanas:


  • HIIT com corpo inteiro (WB-HIIT), baseado em exercícios de resistência sem equipamentos
  • HIIT com corda de pular (JR-HIIT), com saltos contínuos de alta intensidade
  • Grupo controle, sem intervenção de treino

Cada sessão seguia um padrão intenso de esforço curto e pausas rápidas, o que caracteriza o HIIT.


Resultados: perda de gordura e melhora física

Ao final do estudo, ambos os tipos de HIIT trouxeram mudanças positivas importantes. Em comparação ao grupo sem treino, os participantes apresentaram:


  • Redução do peso corporal
  • Diminuição do IMC
  • Melhora da força muscular

Além disso, houve melhora na composição corporal de forma geral, indicando redução de gordura e melhora do desempenho físico.

Diferenças entre os tipos de treino

Treino intenso reduz gordura e melhora força. (Foto: Getty Images via Canva) Fala Ciência

Apesar de ambos serem eficazes, cada modalidade apresentou efeitos específicos no corpo.

O JR-HIIT (corda de pular) teve maior impacto na redução de gordura:

  • Maior queda na massa gorda
  • Redução mais significativa do percentual de gordura corporal

Já o WB-HIIT (corpo inteiro) mostrou vantagem no ganho muscular:

  • Maior aumento de massa muscular
  • Melhor desempenho na força física

Ou seja, os resultados indicam que cada tipo de HIIT pode ser mais adequado dependendo do objetivo.

O que acontece depois do treino? O efeito “pós-queima”

Um dos pontos mais interessantes do estudo publicado na Scientific Reports em 2025 foi a análise do chamado consumo excessivo de oxigênio pós-exercício (EPOC).

Esse efeito representa o gasto energético que continua elevado após o treino. Os pesquisadores observaram que:

  • O WB-HIIT aumentou mais o metabolismo pós-exercício
  • Houve maior uso de gorduras e carboidratos como energia após o treino
  • O corpo permaneceu em estado de maior gasto energético por alguns minutos após a atividade

Na prática, isso significa que o corpo continua queimando energia mesmo em repouso logo após o exercício.

Metabolismo mais ativo, mesmo sem grandes mudanças na dieta

Apesar do aumento do gasto energético, a ingestão calórica dos participantes não mudou de forma significativa. Isso indica que as mudanças observadas foram impulsionadas principalmente pelo treinamento físico, e não pela alimentação.

O que esse estudo mostra na prática

De forma geral, a pesquisa indica que o HIIT:

  • Melhora a composição corporal em pessoas com obesidade
  • Aumenta a força muscular
  • Pode manter o metabolismo mais ativo após o exercício
  • Apresenta efeitos diferentes dependendo da modalidade escolhida

Esses resultados ajudam a entender que o HIIT não é um modelo único. Pelo contrário, pequenas variações no tipo de treino podem gerar respostas diferentes no corpo, especialmente na forma como a energia é utilizada antes, durante e depois do exercício.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.