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James Webb encontra exoplaneta rochoso parecido com Mercúrio a 49 anos-luz da Terra

Observações do James Webb revelaram um exoplaneta rochoso, escuro e sem atmosfera detectável

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Exoplaneta rochoso extremo revela um mundo sem atmosfera além do Sistema Solar. (Imagem: Fala Ciência via ChatGPT) Fala Ciência

A exploração de mundos fora do Sistema Solar acaba de ganhar mais um capítulo impressionante. Observações realizadas com o auxílio do telescópio espacial James Webb, da NASA, revelaram o exoplaneta LHS 3844 b, um corpo celeste que se destaca por sua superfície extremamente hostil e sem sinais de atmosfera detectável.

Esse planeta rochoso está localizado a cerca de 49 anos-luz da Terra e apresenta características que o tornam um dos ambientes mais severos já observados fora do nosso sistema planetário. Entre os principais destaques da descoberta estão:


  • Diâmetro aproximadamente 30% maior que o da Terra;
  • Ausência praticamente total de atmosfera;
  • Temperaturas extremas entre os hemisférios;
  • Superfície escura e altamente desgastada;
  • Composição semelhante à de Mercúrio.

Um “deserto de rocha” em escala interestelar


A análise indica que o LHS 3844 b orbita uma estrela menor e menos luminosa que o Sol, o que influencia diretamente sua dinâmica térmica. De um lado, a superfície pode atingir cerca de 725 °C, enquanto o lado oposto permanece extremamente frio, devido à falta de atmosfera capaz de redistribuir calor.

Mundo infernal semelhante a Mercúrio desafia nossa compreensão de planetas habitáveis. (Imagem: Fala Ciência via ChatGPT) Fala Ciência

Esse contraste intenso sugere um planeta termicamente desequilibrado, com condições incompatíveis com qualquer forma de vida conhecida. Além disso, a superfície parece ser composta por regolito escurecido, um material fragmentado resultante de impactos constantes de micrometeoritos e radiação estelar ao longo de bilhões de anos.


O papel do James Webb na leitura de mundos distantes

O avanço dessa descoberta só foi possível graças à capacidade de observação em infravermelho do James Webb Space Telescope. Essa tecnologia permite identificar padrões térmicos e propriedades superficiais de exoplanetas com uma precisão inédita.


Com isso, cientistas conseguem inferir não apenas a composição física desses mundos, mas também sua evolução geológica ao longo do tempo, algo que antes era praticamente inacessível.

Embora o LHS 3844 b seja considerado inabitável, sua descoberta é fundamental para a astronomia moderna. Ele ajuda a expandir o entendimento sobre a diversidade de planetas rochosos e reforça que nem todo mundo fora da Terra segue padrões semelhantes aos planetas habitáveis. Em termos científicos, cada novo exoplaneta observado representa uma peça importante para compreender como sistemas planetários se formam e evoluem em diferentes condições cósmicas.

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