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Abert afirma que mais de 80 jornalistas foram agredidos durante protestos

Internacional|Do R7

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São Paulo, 21 out (EFE).- Representantes de quatro associações de jornalistas e empresas de comunicação condenaram nesta segunda-feira as agressões a profissionais em todo o país desde o início das manifestações no último mês de junho e que chegam a mais de 80, segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investivo (Abraji). De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert), Théo Rochefort, as ações demonstram a incompatibilidade dos manifestantes "radicais" de "viver em democracia". "Existem mais de 500 emissoras de televisão em todo o país. Só de noticiário nacional, há 14 programas. Se estão insatisfeitos com a cobertura atual, é simples: mudem de canal", afirmou Rochefort durante o Seminário Internacional sobre Violência contra Jornalistas, organizado pelo Instituto Vladimir Herzog, que aconteceu em São Paulo. A Abraji qualificou de "inaceitável" as quase 100 agressões registradas em pouco mais de quatro meses no Brasil e assegurou que o índice "não é compatível com a democracia e fere o direito da sociedade à informação". Segundo a Agência Brasil, 80% das agressões registradas foram resultado de ações policiais. Para o diretor da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), Lourival Santos, é preciso desvincular o ataque aos jornalistas dos ataques aos proprietários dos meios de comunicação. "O jornalismo não é a manifestação da vontade do dono de uma empresa, mas é a união entre a liberdade de expressão e a liberdade pública de acesso aos meios de comunicação", defendeu Santos. No seminário também esteve presente o ex-secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, que alertou para a necessidade de analisar as causas que provocaram o aumento da violência contra os meios de comunicação. "Em que momento ocorreu algo para que a sociedade civil não tenha o respeito pela importância da imprensa no processo político?", questionou Gregori. EFE ass/rsd

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