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CNI prepara documento com recomendações ao governo brasileiro para reduzir impacto do tarifaço

Empresários já fizeram reuniões técnicas e devem apresentar propostas a Geraldo Alckmin

Encurtando Distâncias|Mathias Brotero, de Washington, D.C.

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Tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros passou a vigorar nesta quarta-feira (22) Reprodução/Record News

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prepara um documento com recomendações ao governo brasileiro para reduzir os impactos do tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Os novos tributos passaram a valer nesta quarta-feira (22).

Segundo apurou o blog com representantes da indústria, empresários já realizaram reuniões técnicas internas e trabalham na elaboração de um material com propostas para ajudar os setores mais afetados pelas novas tarifas. A expectativa é que o documento seja apresentado ao vice-presidente Geraldo Alckmin.


A ideia é apresentar medidas que possam amortecer os efeitos do tarifaço sobre as empresas e, ao mesmo tempo, preservar a competitividade da indústria brasileira.

Apesar de as tarifas já estarem em vigor, os empresários querem continuar as negociações. A ideia é defender um canal de diálogo aberto com o governo americano. Nesse sentido, o setor da indústria entende que medidas de retaliação não são um caminho viável, segundo apurou o blog.


Entre as propostas em discussão está o uso da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo governo federal, como instrumento de apoio aos setores prejudicados pelas novas tarifas americanas. A CNI já defendeu a criação de uma sétima missão dentro da NIB, voltada especificamente para responder aos impactos do tarifaço.

Segundo a CNI, as novas tarifas devem atingir 26,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, com impacto estimado de aproximadamente US$ 11 bilhões em vendas ao mercado americano.


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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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