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Plataforma que ‘ensina’ homens a dopar e abusar de mulheres tem 62 milhões de visitas em 1 mês

Criminosos trocam conselhos sobre remédios para dopar as companheiras e compartilham vídeos de estupro

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Criminosos utilizam o site pornográfico Motherless para compartilhar métodos de dopar e abusar de mulheres.
  • A plataforma teve 62 milhões de visitas em fevereiro e abriga 20 mil registros de estupros.
  • Usuários trocam experiências e recomendam drogas em um grupo privado no Telegram chamado Zzz.
  • Alguns vendem acessos a transmissões ao vivo de abusos, com pagamento em criptomoedas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Site Motherless teve 62 milhões de visitas em fevereiro deste ano Pexels

Criminosos sexuais estão utilizando o site pornográfico Motherless para ensinar homens a dopar e abusar de suas companheiras, segundo uma investigação da CNN norte-americana, que chamou esse ambiente virtual de “academia do estupro”.

A plataforma, que se descreve como uma “hospedagem de arquivos sem conotação moral, onde tudo o que for legal é hospedado para sempre”, teve 62 milhões de visitas em fevereiro deste ano e abriga pelo menos 20 mil registros de homens estuprando mulheres inconscientes.


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Vídeos de “sleep” (sono, em português) são os mais comuns no site e mostram homens levantando as pálpebras das mulheres, para provar que elas estão dormindo ou dopadas. Em seguida, eles gravam as vítimas sendo violentadas e publicam com hashtags como #desmaiada e #examedevista.

Jornalistas do veículo chegaram a se infiltrar em um grupo privado no Telegram com mais de mil membros chamado Zzz. No chat, homens ligados ao Motherless trocavam experiências sobre estuprar suas parceiras, recomendando drogas, suas dosagens e onde comprá-las.


“Já faz um tempão que quero fazer isso com a minha esposa. Eu consigo ficar louco, mas, sinceramente, morro de medo de overdose”, escreveu uma pessoa, chamada pelo jornal como usuário 1.

“Sempre comece com uma dose baixa. Você está pensando a longo prazo, então, se a primeira vez não for suficiente, aumente a dose”, respondeu o usuário 2.


Os jornalistas ainda descobriram que alguns usuários estão vendendo o acesso a transmissões ao vivo que mostram mulheres sendo abusadas. O pagamento é feito por criptomoedas e o valor é próximo de US$ 20 (cerca de R$ 100).

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