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Análise: não existe solução militar para o conflito no Oriente Médio

Segundo Leonardo Trevisan, alternativa de Trump seria ceder ao Irã e fragilizar sua imagem

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump ameaçou bombardear Omã, um aliado dos EUA, caso interfira no acordo sobre o estreito de Ormuz.
  • Leonardo Trevisan considera a ameaça de Trump como um excesso retórico e destaca a posição ofensiva do Irã.
  • O Irã intensificou sua posição militar, com mudanças na liderança da Guarda Revolucionária, enviando um recado a Washington.
  • Trevisan acredita que não há solução militar para o conflito, e que uma solução política e negociada é necessária, o que poderia fragilizar a imagem de Trump.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar Omã em caso de interferência no acordo sobre o estreito de Ormuz. Durante uma entrevista nesta segunda-feira (17), o líder disse que, se o país entrar no caminho de Washington, será bombardeado até não sobrar nada. Omã é um dos aliados mais antigos dos EUA no Oriente Médio, o que faz da atitude algo “totalmente inesperado”, segundo o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan.

“Trump é comum nos seus excessos retóricos, mas esse foi além de qualquer conta. Bombardear um aliado. Imagine como ficariam os outros aliados naquela região. Catar, Bahrein, a própria Arábia Saudita”, pontua o especialista em entrevista ao Conexão Record News. Trevisan também destaca as mudanças no quadro político iraniano, que assume uma posição “totalmente ofensiva” devido ao impasse nas negociações pelo fim permanente da guerra.


Entidades iranianas estariam preparadas para intensificar tensões Reprodução/Record News

Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, as entidades iranianas devem estar preparadas para intensificar as tensões na região. “O comando supremo de segurança nacional iraniana foi trocado na semana passada. O ex-comandante da Guarda Revolucionária, vamos dizer desta forma, subiu na hierarquia. Ele passou a ser, do ponto de vista militar, a autoridade mais importante. Ele tem uma posição radicalizada, tem um passado todo voltado dentro da Guarda Revolucionária. [...] É claro que Teerã está dando um recado, inclusive a Washington.”

Para Trevisan, ao olhar o quadro, é evidente que o Irã radicaliza porque percebe que a posição americana é frágil. “Não existe solução militar para um problema como esse. É evidente que o problema terá que ter uma solução política e negociada. Nesse caso, o Trump teria que ceder. E aí ele pareceria para suas bases eleitorais fraco. É isso que ele tem medo. E é isso que o Irã sabe”, conclui.

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