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Laika? China planeja enviar cães-robôs à Lua, segundo jornal

Segundo o ‘South China Morning Post’, tecnologia poderia ser usada em atividades como busca por recursos e coleta de materiais

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores chineses planejam enviar cães-robôs à Lua para ajudar em missões de exploração lunar, segundo o 'South China Morning Post'.
  • Os cães-robôs trabalhariam ao lado de astronautas, realizando tarefas perigosas ou difíceis, como coleta de amostras e patrulhamento.
  • A proposta faz parte dos planos da China para a Estação Internacional de Pesquisa Lunar, com o objetivo de investigar a presença de gelo de água no polo sul lunar.
  • Desafios incluem a adaptação dos robôs ao ambiente lunar e o desenvolvimento de sistemas de comunicação e navegação adequados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Equipamentos de quatro patas trabalhariam ao lado de astronautas para explorar a superfície lunar Reprodução/X/@nasaartemis

Cães robôs poderão deixar de ser apenas máquinas utilizadas em tarefas terrestres e se tornar parte das futuras missões de exploração da Lua. Pesquisadores chineses estudam um projeto no qual os equipamentos de quatro patas trabalhariam ao lado de astronautas para explorar a superfície lunar, procurar amostras e executar atividades consideradas perigosas ou difíceis para seres humanos.

A proposta prevê uma equipe formada por três astronautas e dois cães robôs. Durante as expedições, um dos astronautas seria responsável por comandar os robôs enquanto eles percorressem o terreno lunar. Ao mesmo tempo, outro integrante da equipe ficaria encarregado da coleta e análise de rochas e de outras atividades científicas.


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O terceiro astronauta permaneceria dentro de um veículo pressurizado, com tamanho semelhante ao de uma van, funcionando como uma espécie de centro de comando móvel. De lá, ele poderia coordenar a missão e controlar outros equipamentos robóticos.

Segundo o South China Morning Post, a proposta foi desenvolvida por pesquisadores da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, principal responsável pelo desenvolvimento de espaçonaves da China. Os cientistas defendem que a exploração lunar no futuro deverá combinar decisões tomadas pelos astronautas com máquinas capazes de executar tarefas de maneira autônoma.


Os cães robôs poderiam ser utilizados em atividades como patrulhamento, inspeção de estruturas, busca por recursos e coleta de materiais. A ideia também é utilizá-los em locais que apresentem riscos ou que sejam difíceis de alcançar pelos astronautas.

A tecnologia faz parte de um esforço mais amplo da China para desenvolver robôs capazes de atuar em ambientes extremos. O país já utiliza máquinas quadrúpedes para inspeções de infraestrutura e outras tarefas complexas em áreas de difícil acesso.


Robôs devem ter papel central na futura base lunar

A expectativa dos pesquisadores é que as máquinas tenham funções que vão muito além da exploração da superfície. Em uma futura base permanente, os robôs poderiam participar da extração de gelo de água, identificação de minerais, construção de estruturas e transformação de tubos de lava em possíveis habitats.

Também haveria tarefas rotineiras. Máquinas autônomas poderiam realizar inspeções, ajudar na manutenção dos equipamentos, monitorar temperatura e qualidade do ar, limpar ambientes e cuidar de plantas. Algumas poderiam ainda funcionar como companheiras dos astronautas durante longos períodos de isolamento.


A proposta está relacionada aos planos chineses para a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), projeto que envolve a construção de uma instalação científica de longo prazo próxima ao polo sul da Lua. A China pretende enviar astronautas ao satélite natural antes de 2030 e planeja estabelecer uma estrutura inicial para pesquisas e utilização de recursos lunares na década seguinte.

Um dos principais objetivos das próximas missões é justamente investigar a existência de gelo de água no polo sul lunar. A missão Chang’e-7 foi planejada para estudar a região e procurar evidências desse recurso, que poderá ser fundamental para futuras estadias humanas.

Apesar dos planos ambiciosos, os próprios pesquisadores reconhecem que ainda existem obstáculos importantes. Robôs destinados à Lua precisarão funcionar em um ambiente muito diferente da Terra, com pouca disponibilidade de dados reais para treinamento e praticamente nenhuma margem para falhas.

Outro desafio será criar sistemas próprios de comunicação e navegação. Diferentemente da Terra, a Lua não conta com uma infraestrutura digital pronta para receber máquinas autônomas. Antes de uma operação conjunta entre humanos e robôs em grande escala, será necessário estabelecer redes capazes de conectar os equipamentos e permitir que eles trabalhem de forma coordenada.

A China também vem ampliando rapidamente sua indústria de robótica. Segundo o South China Morning Post, empresas chinesas já desenvolvem máquinas quadrúpedes capazes de operar de forma autônoma em diferentes terrenos e condições climáticas.

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