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‘Existem interesses’, analisa especialista sobre Trump pedir substituição de Zelensky

‘Os interesses econômicos estão sendo colocados à mesa’, afirma Ricardo Cabral sobre declarações do presidente dos EUA

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump pede a substituição de Volodymyr Zelensky, alegando que ele prejudicou o fornecimento global de diesel e a agricultura norte-americana.
  • Trump firmou acordos comerciais com Putin, gerando críticas de hipocrisia e interesses econômicos privados.
  • Zelensky critica os pactos entre Washington e Moscou e conta com o apoio europeu para permanecer no cargo, com a Alemanha anunciando novas sanções contra a Rússia.
  • Especialistas afirmam que para a guerra acabar, tropas russas teriam que sair da Europa, mas questionam a estratégia americana.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A permanência de Volodymyr Zelensky no comando da Ucrânia se encontra ameaçada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir pela substituição do líder. Para o norte-americano, Zelensky prejudicou o fornecimento global de diesel com ataques a refinarias russas e trouxe dificuldades a agricultores norte-americanos, devido aos efeitos da guerra na distribuição de fertilizantes.

A fala ocorreu após Trump firmar acordos comerciais com Putin. Na opinião do especialista em segurança e estratégia Ricardo Cabral, as declarações do presidente são incertas. “Existem interesses, inclusive privados. [...] Os interesses econômicos estão sendo colocados à mesa”, afirmou no Conexão Record News desta segunda (12).

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Em resposta, o líder ucraniano criticou os pactos firmados entre Washington e Moscou. Devido à guerra, a Ucrânia instaurou lei marcial e o mandato do presidente, que deveria ter acabado oficialmente em maio de 2024, foi estendido até segunda ordem. Zelensky conta com o apoio da Europa para permanecer no cargo.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que Berlim continua ao lado de Kiev e anunciou novas sanções contra a Rússia. “O impasse está colocado, mas veja, o Trump não tem interesse em pressionar os russos, até porque é muito difícil”, analisou Cabral, que não enxerga uma conclusão do conflito em breve: “Estrategicamente fica complicado entender o jogo americano, porque o que a Rússia quer para acabar a guerra, eu não sei se os americanos vão fazer”.

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