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Acusado de ataque contra diretor do Bolshoi tem prisão preventiva decretada

Internacional|Do R7

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Moscou, 7 mar (EFE).- Um tribunal de Moscou decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva do dançarino Pavel Dmitrichenko, de 29 anos, por seu suposto envolvimento no ataque contra o diretor do Balé Bolshoi, Sergei Filin, que teve o rosto e os olhos gravemente queimados por ácido. A medida cautelar, que se estende até o próximo dia 18 de abril, foi ditada a pedido da Promotoria e pelo tribunal Taganski de Moscou, que desprezou o pedido de liberdade sob pagamento de fiança apresentada por Dmitrichenko, o solista do Bolshoi que foi detido na última terça-feira. O tribunal baseou sua decisão no risco de fuga do dançarino, que, em liberdade, poderia utilizar seus contatos para influenciar na investigação do caso. Nesta quinta-feira, em seu comparecimento ao tribunal, Dmitrichenko declarou que a ideia de atacar Filin com ácido não teria sido sua, mas de Yuri Zarutski, o suposto autor material da agressão que também está detido, assim como Andrei Lipatov, seu suposto cúmplice. "Falei com Yuri Zarutski sobre a política que há no Bolshoi, principalmente sobre as práticas corruptas. Então, ele me perguntou: 'Lhe dou uma surra?'. Desta forma, disse que sim", declarou Dmitrichenko, citado pela agência "Interfax". Segundo Dmitrichenko, que só teria comentado com Zarutski sobre a hora em que Filin costumava sair do teatro, ele mesmo ficou "consternado" quando soube que o diretor do Balé tinha sido atacado com ácido. O solista do Bolshoi, cuja defesa solicitou um pedido de liberdade sob o pagamento de uma fiança de US$ 16 mil, declarou que apelará essa ordem de prisão preventiva. O tribunal também ordenou a prisão preventiva de Zarutski e Lipatov até o 18 de abril. As alegações de Lipatov, de que ele só se limitou a atuar como motorista de Zarutksi na noite da agressão e de que não estava ciente que o diretor do Balé Bolshoi ia ser atacado com ácido, foram descartadas pelas autoridades. Fontes da investigação disseram à Agência "Interfax" que o preço da "encomenda" do ataque teria sido em torno de US$ 1,6 mil, dez vezes menos que o montante da fiança oferecida pelos advogados do dançarino. A Polícia de Moscou, que deu o caso por esclarecido, assegurou hoje que não espera a aparição de novos envolvidos no ataque a Filin. Hoje, no mesmo dia da audiência judicial, o diretor do Balé Bolshoi era submetido com sucesso a uma nova cirurgia ocular. Como resultado do ataque, Filin sofreu graves queimaduras no rosto e em ambos os olhos. EFE bsi/fk

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