Agente da CIA acusa autoridade dos EUA de encobrir origem da Covid-19 em laboratório da China
Ex-chefe da saúde teria tido papel ‘intencional’ no cancelamento de plano para indicar vazamento laboratorial como causa do vírus
Internacional|Do R7
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Um agente da CIA acusou Anthony Fauci de se “intrometer” na investigação da comunidade de inteligência sobre as origens da Covid-19 e de ter papel “intencional” no cancelamento de um plano em 2021 para anunciar que o vírus havia vazado de um laboratório chinês.
As alegações foram feitas por James Erdman III durante depoimento no Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos Estados Unidos nesta quarta-feira (13).
Fauci foi diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas de 1984 até o final de 2022 e foi a figura pública da resposta do governo americano à pandemia de Covid-19 durante o último ano do primeiro mandato do presidente Donald Trump e durante o primeiro ano do mandato do ex-presidente Joe Biden na Casa Branca.
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“As políticas de saúde pública teriam sido muito diferentes se o público americano tivesse sido informado de que um vírus proveniente de um laboratório na China serviria de base para a autorização de uso emergencial de produtos de mRNA, conforme exigido pelo governo anterior”, disse Erdman no Senado.
“O papel do Dr. Fauci no acobertamento foi intencional. O Dr. Fauci influenciou o processo analítico e as conclusões, usando sua posição para garantir que a comunidade de inteligência consultasse a lista de especialistas, autoridades de saúde pública e cientistas com conflitos de interesse”, acrescentou.
O senador republicano Rand Paul, do Kentucky, perguntou se Fauci desempenhou um papel “significativo” na decisão dos cientistas da CIA de abandonar o consenso de que a doença teve origem em um laboratório.
“Foi significativamente influenciado”, respondeu Erdman. O agente da CIA acrescentou que a documentação mostra que a agência de inteligência estava prestes a declarar a Covid como um vazamento de laboratório em 12 de agosto de 2021. No entanto, cinco dias depois, em 17 de agosto, essa posição mudou.
A teoria do vazamento laboratorial afirma que a Covid-19 escapou de um laboratório de pesquisa chinês em Wuhan, em vez de se espalhar naturalmente de animais para humanos. A CIA apoiou oficialmente essa alegação com “baixa confiança” em janeiro de 2025, após anos se recusando a tomar uma posição sobre as origens do vírus.
Fauci não se pronunciou sobre as alegações feitas nesta quarta-feira (13).
Em uma audiência pública no Congresso em 2024, o cientista afirmou que as alegações contra ele são “simplesmente absurdas” e negou ter orquestrado um esquema para encobrir a origem da pandemia do coronavírus.
Durante a audiência, Fauci disse que os republicanos distorceram emails entre ele e outros estudiosos para acusá-lo de vazar informações sobre a origem do vírus. “Passamos a vida inteira tentando determinar as causas das doenças infecciosas e detê-las para proteger o povo americano”, falou.
Quem é James Erdman III
Segundo a Fox, James Erdman III tem um longo histórico de confrontos com o governo sobre a questão do coronavírus.
Erdman é um ex-oficial de inteligência e veterano militar que ajudou a fundar o grupo de defesa popular Feds For Freedom, uma organização que surgiu durante as batalhas sobre a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 envolvendo funcionários federais e membros das Forças Armadas.
A organização afirma que ele também trabalhou como consultor sênior de bioinformática e biometria no setor privado e serviu no Oriente Médio, no Sul e Leste da Ásia e na Europa.
Erdman foi sargento do Exército americano e ingressou na CIA em 2013.
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