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Aliança opositora armada visa criação de Estado islâmico na Síria

Internacional|Do R7

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Beirute, 27 nov (EFE).- Uma das maiores alianças armada da Síria, a Frente Islâmica, apresentou um documento nesta quarta-feira que comprovar seus planos de criar um Estado muçulmano (baseado na lei de Alá) em caso de uma eventual derrota do regime do presidente Bashar Al Assad. No documento, a Frente Islâmica, que agrupa seis facções islamitas e uma curda e cuja criação foi anunciada na última sexta-feira, explica que seu objetivo é "derrubar o regime de Bashar al Assad na Síria para construir um Estado islâmico, com soberania só na lei de Alá, como referente, governante e guia". Neste sentido, a aliança esclareceu que não participará de nenhum processo político que não reconheça que legislar é um direito somente de Alá e, por isso, expressou sua repulsa em direção à criação de um Estado civil. No entanto, a Frente Islâmica esclarece que não defende um regime autoritário, mas que visa a criação de um Estado regido pelos princípios da "shura". O texto ressalta que a aliança não aceita nenhum projeto que inclua uma divisão territorial da Síria ou a formação de uma entidade alheia dentro do país. Para conseguir seus objetivos, a Frente Islâmica afirma que é preciso reativar a atividade militar armada e mobilizar à sociedade para fortalecer os "mujahedins". Por outro lado, a aliança se mostra aberta para outras facções que combatem o regime, as quais qualificam como "aliadas", e assinala que tem interesse em manter bons laços com todos os países do mundo que não sejam hostis. A Frente Islâmica é integrado pelo Movimento dos Livres de Sham (Levante), a Brigada dos Falcões do Sham, a Brigada Al Tauhid (monoteísmo), a Brigada al Haq (direito), os Seguidores do Sham, o Exército do Islã e a Frente Curda. Os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Síria) e a Frente al Nusra, ambos vinculados à Al Qaeda, não fazem parte da aliança. No texto, a Frente Islâmica diz que seu método, sua existência e sua legitimidade provêm do islã, já que adota as ideias e visões do Corão e dos ditos do profeta Maomé. Segundo o texto, a "Frente Islâmica é uma entidade independente, que nasceu em território sírio e que não depende de nenhum setor externo, seja organização, Estado ou corrente. A aliança é formada com grupos que trabalham no terreno". EFE ssa-aj/fk

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