Logo R7.com
RecordPlus

América Latina e Caribe reduzem pobreza extrema, mas sofrem com alta desigualdade 

Especialista afirma que a região está a caminho de cumprir a meta de reduzir à metade para 2015 a proporção da população que passa fome

Internacional|Do R7

  • Google News

A América Latina e o Caribe continua sendo a região mais desigual do mundo, apesar de ter reduzido à metade a porcentagem de pessoas que vivem em extrema pobreza desde 1990, uma das metas dos Objetivos do Milênio para 2015, segundo o relatório da ONU divulgado nesta segunda-feira (1º).

"A proporção de pessoas que vivem na região com menos de 1,25 dólar por dia diminuiu de 12% em 1990 a 6% em 2010", indica o texto intitulado "Objetivos do Milênio. Relatório 2013", divulgado de forma simultânea em várias partes do planeta, entre elas na Cidade do México.


Cidade-fantasma do século 19 transformava pobres em ricos da noite para o dia. Conheça

Professoras trocam giz por metralhadora para lutar na guerra civil da Síria


Presidente do Paraguai denuncia "perseguição" do Mercosul

"A região está a caminho de cumprir a meta de reduzir à metade para 2015 a proporção da população que passa fome. A proporção de pessoas desnutridas do total da população caiu de 15% em 1990-1992 a 8% em 2010-2012", acrescenta.


A nível mundial, a China lidera os países que mais reduziu sua pobreza extrema ao passar de 60% nessa categoria em 1990 a apenas 12% em 2010. Em todo o mundo ainda há 1,2 bilhão de pessoas nessa categoria.

Contudo, a desigualdade continua sendo a grande característica da América Latina e do Caribe, disse em coletiva na capital mexicana, Hugo Beteta, diretor da sede sub-regional da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).


Um fator que alimenta a desigualdade é a baixa qualidade educacional.

"Em termos de educação a origem é destino; um filho de pais pobres analfabetos tem grandes possibilidades de replicar esse padrão e isso tem que ser interrompido", acrescentou.

De acordo com o relatório da ONU, "foi ampliado o acesso ao ensino primário" na região, onde as taxas de matrícula aumentaram de 88% em 1990 a 95% em 2011.

Diana Alarcón, especialista do departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, afirmou que, de 1990 até hoje, a região foi a única no mundo que "conseguiu reduzir a desigualdade nesses últimos anos, apesar de não ser o suficiente para deixar de ser a região (com) mais desigualdade".

O que acontece no mundo passa por aqui

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.