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Análise: bombardeios russos visam atingir eixos logísticos na zona limite de contenção da Otan

Moscou atacou um trem em uma estação ucraniana perto da fronteira com a Polônia neste domingo (13); autoridades haviam acabado de deixar o local

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rússia atacou um trem em uma estação ucraniana perto da fronteira com a Polônia, rota usada por delegações estrangeiras.
  • O ataque ocorreu após a passagem de Boris Johnson e outros oficiais europeus; não houve feridos.
  • O primeiro-ministro polonês convocou uma reunião de emergência, enquanto a UE vê a ação como intimidação russa.
  • Especialistas apontam que os bombardeios visam atingir eixos logísticos na zona limite de contenção da Otan.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Rússia atacou um trem em uma estação ucraniana perto da fronteira com a Polônia neste domingo (13). O trem faz uma rota frequentemente usada por delegações estrangeiras que retornam de Kiev. O ataque aconteceu logo após Boris Johnson, ex-primeiro-ministro britânico, deixar o local.

O conselheiro de segurança nacional do Reino Unido acompanhava Johnson, assim como outros oficiais europeus de destaque. Um ex-chefe da CIA (Agência de Inteligência dos Estados Unidos), que também passou pela estação pouco antes do ataque, classificou o bombardeio como assustador. Não há relatos de feridos.


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O primeiro-ministro polonês convocou uma reunião de emergência e disse que a escalada da guerra pela Rússia é uma realidade. Já a chefe da diplomacia da União Europeia afirmou que Moscou tenta intimidar os aliados ucranianos.

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (14), Lier Ferreira, pesquisador do NuBrics (Núcleo de Estudos dos Países BRICS) da Universidade Federal Fluminense, explica que “os bombardeiros russos, que de alguma forma visam atingir eixos logísticos e transporte adjacente à fronteira polonesa, representam de fato um ataque na zona limite de contenção da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)”.


Segundo o pesquisador, esse é um elemento de complexificação do conflito, e a própria declaração da diplomacia europeia de que Moscou está buscando fazer essa intimidação de aliados mostra que um dos objetivos do Kremlin é exatamente degradar a cadeia de suprimentos ocidental e testar de alguma forma os limites do artigo 5º da Otan.

“Ao atuar deliberadamente nisso que nós chamamos de ‘zona cinzenta’, forçando a Europa a decidir entre aceitar o risco de transbordamento do conflito ou assumir o custo político de uma escalada defensiva, a Rússia de alguma forma movimenta uma peça importante do tabuleiro, aguardando a resposta dos europeus e, claro, também dos Estados Unidos”, afirma.

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