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Ofensiva dos houthis coloca ‘monarquias do Golfo em uma encruzilhada estratégica’, diz pesquisador

Rebeldes anunciaram o lançamento de dezenas de mísseis balísticos e drones contra alvos militares no sul da Arábia Saudita

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os rebeldes houthis do Iêmen lançaram dezenas de mísseis balísticos e drones contra alvos militares no sul da Arábia Saudita.
  • Ofensiva teve como alvo a Base Aérea Rei Khalid e instalações estratégicas, como hangares de aeronaves e sistemas de radar.
  • Mais de 2.000 pessoas fugiram do Iêmen devido aos conflitos entre houthis e forças do governo apoiadas pela Arábia Saudita.
  • A ofensiva dos houthis coloca as monarquias do Golfo em uma encruzilhada estratégica, impactando a estabilidade regional e os planos econômicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram o lançamento de dezenas de mísseis balísticos e drones contra alvos militares no sul da Arábia Saudita, nesta segunda-feira (14). De acordo com um porta-voz do grupo, a ofensiva teve como alvo a Base Aérea Rei Khalid e incluiu ataques a instalações estratégicas, como hangares de aeronaves de combate, sistemas de radar, pistas de pouso e depósitos de munição.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), desde quinta-feira (10), mais de 2.000 pessoas fugiram do Iêmen para escapar dos conflitos entre os houthis e forças do governo apoiadas pela Arábia Saudita.


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O grupo rebelde, apoiado pelo Irã, tomou várias cidades na costa do mar Vermelho, estratégica para o transporte de petróleo. Além de ameaçar a trégua da guerra civil no Iêmen, o avanço dos houthis agora tensiona ainda mais a guerra no Oriente Médio.

Em entrevista ao Conexão Record News, Lier Ferreira, pesquisador do NuBrics (Núcleo de Estudos dos Países Brics) da Universidade Federal Fluminense, pontua que “essa ofensiva coloca as monarquias do Golfo, em particular Riad e Abu Dhabi, numa encruzilhada estratégica. Porque, por um lado, responder militarmente à risca incendiaria novamente a península e inviabilizaria quase que por completo os planos de diversificação econômica”.


Segundo Ferreira, por outro lado, manter-se inativo e normalizar essa vulnerabilidade territorial e, de alguma forma, concorrer para consolidar o controle dos houthis no contexto do mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb, também é complicado. Causando, portanto, “uma situação de escalada”, diz.

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