Movimento separatista no Reino Unido é reflexo da falha do Brexit, aponta especialista
Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte se reúnem para discutir fim da união à Inglaterra
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Em meio à crise no Reino Unido, governantes da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte se reuniram nesta segunda-feira (14) e afirmaram seu “direito à autodeterminação”. Na declaração conjunta, os líderes destacaram que o futuro dos territórios está na União Europeia e que nenhum governo de Westminster, na Inglaterra, tem o direito de bloquear a democracia.
O pesquisador Lier Ferreira, em entrevista ao Conexão Record News, atribui a movimentação de Edimburgo, Cardiff e Belfast à crise estrutural que atingiu o Estado britânico nos anos seguintes ao Brexit. Os três países querem o fim da dependência do poder central de Londres, mas têm posições diferentes sobre como e quando isso pode acontecer, e defendem a organização de referendos.
“A perda de coesão interna em Westminster não é apenas uma questão de política doméstica. Ela mostra que a Inglaterra cada vez mais está com uma vulnerabilidade geopolítica”, aponta o especialista. Segundo ele, as disputas de integridade territorial comprometem a capacidade de projeção externa e peso diplomático do Reino Unido, “e enfraquece um dos pilares mais tradicionais da segurança europeia”.
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