Análise: com petróleo em alta, EUA precisam procurar saída honrosa da guerra com o Irã
Futuro do conflito pode ser definido nas próximas 48 horas; economista avalia pressões para redução do preço do barril
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
A possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã provocou uma queda no preço do petróleo na manhã desta quarta-feira (6), mas não suficiente para a cotação ficar abaixo dos US$ 100. Para o economista Roberto Troster, no entanto, os dias do barril em alta estão contados.
Com o desenrolar do conflito que fechou o estreito de Ormuz, os estoques globais de petróleo e combustíveis diminuíram, e as refinarias passaram a tentar compensar a baixa produtividade. Nas próximas 48 horas, Washington espera respostas de Teerã sobre vários pontos que podem dar início a negociações mais robustas para o fim da guerra.

“Eu acho que o Trump já está fazendo tudo para pedir água, e o Irã está se aproveitando disso. Está tirando uma casquinha do Trump, falando que não é bem assim, veja bem”, pondera o especialista em entrevista ao Conexão Record News. Ele destaca os efeitos do conflito para a economia dos EUA, que sofre com o petróleo caro.
Segundo Troster, não é da vontade dos norte-americanos repetir o que aconteceu no Iraque ou no Vietnã. Ele cita informações do jornal The New York Times, que indicam que os danos a instalações militares do país são maiores do que o reportado. “Eu acho que, de alguma maneira, os Estados Unidos têm que procurar uma saída honrosa.”
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