Logo R7.com
RecordPlus

Rússia acusa fundador do Telegram de terrorismo e o coloca em lista de procurados

Em resposta, conta oficial do app postou uma imagem do bilionário fazendo um gesto obsceno com o dedo do meio

Internacional|Da Reuters

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Rússia acusou Pavel Durov, fundador do Telegram, de facilitar atividades terroristas, alegando que o aplicativo está sendo usado por espiões ucranianos.
  • A conta oficial do Telegram respondeu à acusação com uma imagem de Durov fazendo um gesto obsceno.
  • O FSB russo afirma que um chatbot no Telegram foi usado para recrutar jovens russos para sabotagens, resultando em 46 prisões.
  • Durov nega irregularidades e destaca que o Telegram coopera com autoridades no combate ao crime, enquanto seu paradeiro atual é incerto.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fundador do Telegram, Pavel Durov
Durov postou que estava na Geórgia na semana passada, mas seu paradeiro não é claro Albert Gea/Reuters - 23.02.2016

A Rússia anunciou, nesta quarta-feira (29), que acusou o fundador do Telegram, Pavel Durov, de facilitar atividades terroristas, alegando que seu aplicativo de mensagens estava sendo usado por espiões ucranianos para organizar ataques dentro do território russo.

Em resposta, a conta oficial do Telegram no X postou uma imagem do bilionário, nascido na Rússia, fazendo um gesto obsceno com o dedo do meio.


As acusações, anunciadas pelo Serviço Federal de Segurança (FSB, na sigla em russo), marcaram o ponto culminante de uma longa investigação contra Durov, que mora em Dubai, e o Telegram.

Veja Também

Moscou restringiu efetivamente o serviço como parte de uma campanha mais ampla para bloquear o acesso a plataformas tecnológicas estrangeiras e reforçar o controle sobre a internet.


Atualmente, os russos só podem acessar o Telegram usando uma VPN para criptografar o tráfego e ocultar sua localização. No entanto, órgãos estatais, incluindo o Kremlin e o Ministério da Defesa, continuam a publicar nele diariamente.

O aplicativo tem sido descrito como um “campo de batalha virtual” na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, onde é utilizado por autoridades, soldados e blogueiros influentes de ambos os lados.


Em comunicados, o FSB e o Comitê de Investigação do Estado afirmaram que um chatbot disponível no Telegram chamado “Daivinchik/Leo” havia sido usado pelos serviços especiais ucranianos para recrutar jovens russos para realizar sabotagens e operações terroristas.

O Daivinchik/Leo é um chatbot de namoro popular na Rússia, onde o Tinder não está mais disponível. O comunicado afirmou que espiões ucranianos, fingindo ser jovens mulheres, estavam usando o chatbot para entrar em contato com russos e seduzi-los, antes de coagi-los a cometer crimes.


O FSB informou que 46 russos com idades entre 12 e 22 anos foram presos no último ano após serem recrutados dessa forma para realizar ataques contra agentes da lei ou incendiar infraestruturas de transporte, energia, comunicações ou financeiras.

Não houve comentário imediato da Ucrânia.

O comunicado do FSB informou que Durov estava sendo incluído em uma lista internacional de procurados, mas não especificou qual mecanismo a Rússia usaria para isso.

A Interpol, organização policial global, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Se Moscou solicitar um Alerta Vermelho, no entanto, é improvável que o processo seja rápido, disse uma fonte com conhecimento da situação.

Dubai, onde Durov mora, mantém relações amigáveis com Moscou e laços cada vez mais estreitos nas áreas de energia, negócios e finanças. No entanto, entregá-lo à Rússia poderia prejudicar a imagem do emirado como um polo atraente para negócios e tecnologia.

Durov postou que estava na Geórgia na semana passada, mas seu paradeiro atual não é claro.

Nascido na Rússia, ele agora possui passaportes dos Emirados Árabes Unidos e da França. Fundou o VKontakte, equivalente russo do Facebook, antes de vender sua participação restante em 2014, em meio a pressões das autoridades russas.

Prisão na França

Em 2024, ele foi preso na França sob a alegação de que o Telegram não teria combatido adequadamente atividades criminosas na plataforma e não teria cooperado suficientemente com as solicitações das autoridades. Posteriormente, foi autorizado a deixar o país enquanto as investigações continuam.

Durov nega qualquer irregularidade e afirma que o Telegram excedeu suas obrigações de moderar conteúdo e cooperar com as autoridades no combate ao crime.

Um jornal do governo russo noticiou em fevereiro que Durov estava sendo investigado em um caso relacionado ao terrorismo. Em abril, ele postou no Telegram que uma intimação para o “suspeito P.V. Durov” havia sido entregue em um apartamento na Rússia onde ele morava há 20 anos.

“Eles devem estar suspeitando que estou defendendo os artigos 29 e 23 da Constituição russa -- que garantem a liberdade de expressão e o direito à correspondência privada. Orgulhoso de ser culpado!”, escreveu ele na época.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.