Análise: concessões dos EUA ao Irã sobre o Hezbollah colocam em xeque a segurança de Israel
Presidente do parlamento libanês criticou um acordo mediado pelos Estados Unidos entre Líbano e Israel
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, criticou um acordo mediado pelos Estados Unidos entre o Líbano e Israel. Berri afirmou que o texto pode levar a tentativas de dividir a população libanesa. Em declarações a um jornal local, o político ainda falou que as negociações entre iranianos e norte-americanos são a única oportunidade realista da retirada das tropas israelenses da região.
Em paralelo, o Irã continua a insistir em um cessar-fogo no Líbano como parte do acordo definitivo com os Estados Unidos, enquanto o governo norte-americano mantém seu apoio em diálogos separados.
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Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral explicou que a maior parte da população libanesa apoia o desarmamento do grupo terrorista, colocando-se contrária a Nabih Berri. Mas, apesar disso, Cabral alertou que não há agentes externos que se colocariam à disposição para derrubar os radicais.
“Quem vai desarmar o Hezbollah? O exército libanês não é, com certeza, nenhuma potência ocidental vai querer fazer isso. Quem está disposto a fazer isso é Israel, mas Israel, devido a uma série de circunstâncias, não pode [...]. A cada concessão que os americanos fazem ao Irã sobre o Hezbollah, coloca em xeque a segurança das tropas americanas na região e, claro, principalmente de Israel”, enfatizou.
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