Libaneses perderam seu país para o Hezbollah, diz especialista
Ricardo Cabral analisa dificuldades das negociações envolvendo Estados Unidos, Israel, Líbano e o grupo terrorista
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Nesta terça-feira (23), Líbano e Israel começaram uma nova rodada de negociações em Washington. Apesar da decisão iraniana de incluir o cessar-fogo do conflito em questão nos termos de paz temporária com os Estados Unidos, as autoridades libanesas acreditam que diálogos presenciais e diretos com Israel são a única maneira de garantir o fim da guerra na região.
Funcionários do governo libanês disseram à agência de notícias Reuters que o acordo entre Irã e Estados Unidos prejudicou o Estado libanês e fortaleceu o grupo terrorista Hezbollah. O Líbano afirma que um dos principais objetivos nas negociações é garantir a retirada militar israelense. Em contrapartida, o governo israelense enfatiza que suas tropas permanecerão no sul do país vizinho por tempo indeterminado.
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Durante o Conexão Record News, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral argumentou que o chefe do Hezbollah atende a uma liderança localizada em Teerã, que, no atual momento, tem negociado os termos da paz definitiva com os Estados Unidos. Ou seja, será a partir dessa dinâmica que os extremistas poderão ser usados e atingir Israel a ponto de o país se irritar e fazer ataques “pesados”, prejudicando o acordo firmado com os norte-americanos e tornando o grupo de terroristas o principal centro de decisão no Líbano.
“Os libaneses perderam o país, perderam seu país, deixaram o Hezbollah se tornar forte”, enfatizou o especialista.
Cabral ainda criticou decisões estratégicas de Donald Trump, que deram poder ao Irã, hoje capaz de “chantagear” a maior potência econômica e militar do mundo. Ele argumentou que o presidente norte-americano estaria de mãos atadas por causa da economia e das eleições de meio de mandato, cada vez mais próximas.
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