Análise: Cúpula do G7 enfrenta cenário complexo e será teste para multilateralismo coordenado
Macron vai presidir videoconferência com os países do grupo nesta quinta (11); desequilíbrios econômicos globais são tema central do governo francês
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente francês, Emmanuel Macron, vai presidir uma videoconferência com os países do G7 nesta quinta-feira (11). Os desequilíbrios econômicos globais que alimentam as tensões comerciais são tema central da presidência francesa, inclusive na cúpula de líderes que vai acontecer na próxima semana em Évian, no leste da França.
A videoconferência também deve contar com representantes de outros países convidados para a cúpula do G7, como Brasil, Coreia do Sul, Índia, Quênia e Egito, além da China e do FMI (Fundo Monetário Internacional). Fazem parte do G7: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, com a União Europeia também sendo representada nas reuniões do grupo.
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Em entrevista ao Conexão Record News, Lier Ferreira, pesquisador da Universidade Federal Fluminense, diz que “a expectativa em torno desse encontro é completamente complexa, porque, na verdade, vai ser a última cúpula do G7 com Macron e um teste inclusive para esse multilateralismo coordenado que vem sofrendo, infelizmente, forte bombardeamento, principalmente por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”.
Segundo Ferreira, um reforço no consenso sobre a Ucrânia é esperado, já que Macron convidou oficialmente o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para participar de uma sessão nesta terça-feira (9). O pesquisador destaca também a oportunidade de diálogos entre os países sobre a escalada de tensão no Oriente Médio e sobre as negociações em torno do preço dos combustíveis.
“Os países convidados estão buscando uma articulação que tem o presidente brasileiro, o presidente Lula, como um daqueles que querem aproveitar exatamente esses encontros bilaterais para fazer uma frente ampla internacional contra as ameaças alfandegárias massivas que já são sinalizadas pelo governo norte-americano”, aponta.
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