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Análise: declaração citada em carta contra Trump enfraquece argumento de crime de guerra

Estudiosos afirmam que a conduta das Forças Armadas americanas levanta preocupações sobre violações do direito internacional

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais de cem especialistas em direito internacional assinaram uma carta aberta criticando os ataques dos EUA ao Irã, considerados crimes de guerra.
  • A carta destaca preocupações sobre violações do direito internacional e dos direitos humanos, especialmente após declarações de Donald Trump.
  • Os analistas enfatizam os danos a escolas e instalações civis, questionando a justificativa de autodefesa apresentada pelos EUA.
  • Salvador Raza comenta que a declaração dos especialistas pode enfraquecer os argumentos sobre crimes de guerra devido à sua natureza declarativa.

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Mais de cem especialistas em direito internacional nos Estados Unidos assinaram uma carta aberta, afirmando que os ataques norte-americanos ao Irã podem constituir crimes de guerra. O relatório afirma que a conduta das Forças Armadas americanas e as declarações de altos funcionários dos EUA levantam sérias preocupações sobre violações do direito internacional e dos direitos humanos.

O documento cita, em específico, um comentário de Donald Trump feito no mês passado, em que dizia que os Estados Unidos poderiam realizar ataques ao Irã apenas por diversão. Os estudiosos disseram estar seriamente preocupados com os ataques que atingiram escolas, instalações de saúde e edifícios civis.


Prédio gravemente danificado, com o topo parcialmente destruído e escombros expostos. Estruturas de concreto quebradas, janelas ausentes e equipamentos pendurados
Especialistas relatam preocupação com ataques que atingiram instalações civis no Irã Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (3), Salvador Raza, analista de segurança internacional e diretor do Centro de Tecnologia, Relações Internacionais e Segurança, aponta que existem algumas fontes de notícias que apresentam uma postura muito crítica ao presidente Trump, que são contrários independentemente da justificativa que se der, mas é necessário relevar opiniões extremas, vindas de ambos os lados.

Segundo ele, a carta aponta um erro na entrada dos americanos na guerra, decisão justificada pelos EUA por meio do direito à autodefesa contra o Irã. Outro aspecto citado pelos especialistas é o ataque a infraestruturas e a morte de cerca de 1.500 civis.


“Para um conflito desse tamanho, com essa intensidade, num país que tem o tamanho da população e a densidade populacional em determinadas cidades, é relativamente pouco. [...] Então, os Estados Unidos se justificariam dizendo que são danos secundários, principalmente porque as Forças Armadas, o governo, estariam usando civis como escudos humanos para evitar bombardeio”, afirma.

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Raza explica que os pontos elaborados no documento constam como declaração, o que pode enfraquecer os argumentos utilizados. “Do ponto de vista prático, a declaração não tem convergência com as ações que você observa, o que enfraquece o argumento, novamente, de crime de guerra”, diz.


“A guerra tem efeitos colaterais, a guerra é deplorável em qualquer circunstância, exceto em autodefesa, e, como disse, é uma guerra acompanhada de muita retórica”, destaca o analista.

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