Análise: é um momento de fissura na longa história de aliança militar entre EUA e Europa
Especialista afirma que ameaças e pressões feitas a aliados europeus não os deixaram mais leais, mas sim mais distantes
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Por meio de uma publicação em uma rede social, Donald Trump recomendou a todos os países que não se envolveram no conflito com o Irã que busquem o próprio petróleo. “Os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar”, ele escreveu.
O motivo por trás da mágoa do presidente — aponta o pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense) Vitelio Brustolin — é o fato de os países europeus não terem enviado embarcações caça-minas ao estreito de Ormuz. Contudo, o especialista lembra que tais nações nem sequer foram consultadas sobre o início do conflito.
“É um momento de fissura na longa história de aliança militar entre EUA e Europa. [...] Agora a Espanha fechou espaço aéreo, então a questão toda é que o Trump, com essa política dele de pressionar os aliados [...] não conseguiu fazer com que esses países se tornassem mais leais ou mais próximos. Pelo contrário, ele afastou esses países”, raciocinou Brustolin em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (31).
Ele ainda apontou que tal afastamento fez com que a Europa investisse 800 bilhões de euros na própria defesa militar e agora não dependa mais dos aliados norte-americanos para invadir países como a Rússia. “Estamos numa corrida armamentista que não víamos nesse nível desde a Segunda Guerra Mundial”, comenta.
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