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Análise: extensão da guerra ressoaria mal para eleitores americanos de ambos os lados

Conflito chega ao 11º dia em meio a anúncio de intensificação de ataques pelos EUA

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra no Oriente Médio entrou no 11º dia com intensificação dos ataques israelenses ao Hezbollah no Líbano.
  • O secretário de Guerra, Pete Hegseth, alertou que hoje será o dia mais intenso de ataques no Irã, embora Trump declare que a guerra esteja quase concluída.
  • O cientista político José Paulo Ferreira aponta que a extensão do conflito pode gerar insegurança global e resistência entre os eleitores americanos.
  • Conflitos curtos são mais aceitos nos EUA, mas uma guerra prolongada pode levar a uma análise negativa tanto entre democratas quanto republicanos.

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A guerra no Oriente Médio chega ao 11º dia, nesta terça-feira (10), com uma nova onda de ataques de Israel contra os terroristas do Hezbollah no Líbano. Segundo o governo de Tel Aviv, os ataques tiveram como alvo uma organização financeira que funcionava como uma espécie de banco dos extremistas.

Apesar de declarações do presidente Donald Trump de que a guerra está praticamente concluída, nesta terça, durante uma entrevista coletiva no Pentágono, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que este seria o dia mais intenso de ataques dentro do Irã.


A imagem mostra uma área urbana vista de um ponto elevado, com vários prédios em primeiro plano. Atrás dos prédios, uma grande nuvem de fumaça escura se eleva do solo e o céu nublado ao fundo. A fumaça sobe de uma região mais baixa, onde é possível ver construções menores e uma torre de comunicação. Há também um guindaste amarelo visível entre os prédios, indicando atividade de construção na área.
Para Hegseth, o Irã reduziu o número de mísseis disparados e estaria 'perdendo feio' Reprodução/Record News

Ao declarar que seria empregado o maior número de combatentes e bombardeiros, ele acrescentou que, nas últimas 24 horas, Teerã disparou o menor número de mísseis desde o início da guerra, e que o país “está sozinho” e “perdendo feio”.

Para José Paulo Ferreira, cientista político, com mais de dez dias de conflito, atinge-se um ponto crítico de limites de recursos, principalmente do petróleo, que gera uma insegurança no mundo. A partir desse cenário, ele explica as falas diferentes de Trump, que, ao falar de um fim da guerra, pode acalmar os investidores e aproximar pessoas que não apoiam o conflito.


“Eles sinalizando que os objetivos foram atingidos e que a tendência é que a duração da guerra seja muito breve, que ela esteja quase finalizando, [a tendência] é que haja uma reestabilização dos preços”, pontua Ferreira em entrevista ao Alerta Brasil desta terça.

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No entanto, o cientista político aponta que essa narrativa pode ficar fragilizada com um prolongamento do conflito, uma vez que os eleitores médios americanos não apoiam longas guerras devido a outras experiências passadas, como no Afeganistão. Nesse caso, além das críticas da oposição dos democratas, alguns republicanos poderiam não apoiar a política de Trump.


“Conflitos de curta duração, como o que Trump propõe nesse caso, têm uma aceitabilidade maior dentro dos Estados Unidos. Mas, se formos pensar num conflito realmente, uma guerra que vá se estender, uma guerra total, ele ressoa mal tanto entre democratas quanto entre a base eleitoral do Trump republicana”, finaliza.

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