EUA e Irã: quais são os pontos ainda sem consenso nas negociações
Países avaliam possibilidade de novas reuniões presenciais antes do fim do cessar-fogo, previsto para terminar na próxima semana
Internacional|Do R7
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Após um primeiro encontro sem avanços concretos, Estados Unidos e Irã avaliam a possibilidade de novas reuniões presenciais antes do fim do cessar-fogo de 15 dias. O prazo está previsto para acabar na próxima semana.
As principais divergências entre os dois países permanecem concentradas no programa nuclear iraniano e no controle do estreito de Ormuz. Não houve acordo sobre os dois após a primeira rodada de negociações, que durou cerca de 21 horas no Paquistão, país que vem se consolidando como mediador do processo.
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Ainda assim, em entrevista nesta quarta-feira (15) à Fox Business Network, o presidente americano, Donald Trump, disse que a guerra contra o Irã “está muito perto do fim” e que o regime iraniano “quer muito fazer um acordo”.
Questionado sobre o encerramento do conflito, o republicano respondeu: “Acho que está perto do fim, sim. Quero dizer, vejo isso como muito perto do fim”.
Quais são os pontos de divergência?
Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, dois pontos são considerados inegociáveis por Trump:
- A remoção de urânio enriquecido do território iraniano;
- E a criação de mecanismos de verificação capazes de impedir o desenvolvimento de armas nucleares por parte do país persa.
Segundo a imprensa internacional, outros impasses nas negociações envolvem o o desbloqueio de ativos iranianos congelados no exterior e a velocidade e o alcance do alívio das sanções. Também entram na lista as restrições ao programa de mísseis balísticos e o apoio de Teerã a grupos armados como os houthis e Hezbollah.
Os EUA também exigem a desativação das principais instalações de enriquecimento nuclear do Irã. Hoje, o país conta com cerca de 460 quilos do elemento químico a 60%, apontam estimativas internacionais. Para produzir uma bomba nuclear, o enriquecimento necessário é de 90%.
A exigência é recusada pelo regime, que sugere a diluição da substância. Como parte de um acordo com o governo americano, Teerã também insiste em garantias de que não será atacado novamente após o fim do conflito.
Quanto ao estreito de Ormuz, rota marítima responsável por quase 20% do escoamento do petróleo mundial, Irã afirma que apenas um acordo mais amplo pode definir a plena liberdade de navegação. Os EUA, por sua vez, exigem a reabertura imediata da passagem.
Trump pede à China que não envie armas ao Irã
Também em entrevista divulgada na quarta-feira (15) pela Fox Business Network, Trump afirmou ter pedido ao presidente chinês, Xi Jinping que não fornecesse armas ao Irã.
Segundo ele, Xi negou que esteja auxiliando Teerã no conflito. Na semana passada, o republicano já havia ameaçado os países com uma tarifa imediata de 50% caso fornecessem armas ao Irã.
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