Análise: guerra no Oriente Médio é alerta para países repensarem dependência do petróleo
Coreia do Sul e França se reúnem para discutir liberdade de navegação no estreito de Ormuz
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os presidentes da Coreia do Sul e da França se encontraram nesta terça-feira (8), em Paris, para discutir a cooperação em segurança no estreito de Ormuz. Segundo Lee Jae-myung, Emmanuel Macron concordou em manter uma estreita coordenação para que a liberdade de navegação e a estabilidade das cadeias de abastecimento globais possam ser restauradas rapidamente.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin avalia que as conversas ainda são iniciais — uma espécie de sondagem. “Nem os Estados Unidos colocam os soldados ali, tampouco a França ou a Coreia do Sul colocariam. Mas eles procuram meios de colaborar com os Estados Unidos, fazendo um aceno para o Trump, que vem cobrando esse apoio dos seus aliados”, diz.

Brustolin destaca a dependência que os países asiáticos têm do petróleo de Ormuz. O estreito é uma rota de trânsito energético crucial para a Coreia do Sul, que dependeu da passagem para 61% das importações de petróleo bruto em 2025. De acordo com o especialista, um conflito como esse serve de alerta para os países repensarem suas estratégias energéticas.
“Numa situação como essa, veja como a situação se agrava, tantos países impactados, as economias que esse ano com certeza sofrerão os impactos disso. É hora de rever realmente se não dá para pensar em outras fontes de energia que não dependam exclusivamente do petróleo, que, desde que o mundo é mundo, existe e a gente depende dele”, frisa.
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