Análise: instrumentos meramente econômicos não são suficientes contra o Irã
Reino Unido publicou, nesta terça (8), uma legislação para introduzir sanções mais duras contrao país persa
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Não é possível pensar a guerra no Oriente Médio sob uma perspectiva puramente racional, argumenta o cientista político José Paulo Ferreira, que não acredita na eficácia de “instrumentos meramente econômicos” como barganha no conflito.
“São apenas paliativos, eu diria, porque a gente não pode pensar essa guerra do Irã numa perspectiva puramente ocidental, de teoria da escolha racional. É uma questão que envolve, inclusive, uma ideologia, uma visão teocrática”, pontua em entrevista ao Conexão Record News.
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Nesta terça-feira (8), o Reino Unido publicou uma legislação para introduzir sanções mais duras contra o Irã. Entre as medidas estão restrições de acesso ao sistema financeiro britânico, ampliação das proibições comerciais e impedimento de pouso de aeronaves iranianas no território, a menos que se apliquem isenções.
Segundo o especialista, a estratégia não considera as características do regime iraniano. “O que eu sempre digo é que uma superação de fato dessa guerra seria uma derrubada do regime dos Aiatolás, que foi o que os Estados Unidos não conseguiram fazer. [...] A pauta principal no momento está sendo a questão energética e econômica. Mas, sobreposta a isso, a gente tem a questão do programa nuclear, que a gente não vê uma resolução disso num cenário tão breve”, diz Ferreira.
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