‘O Iraque pode se tornar uma colônia iraniana, como já foi no passado’, avalia especialista
Saída de militares americanos ocorre em cenário tenso de pressão miliciana e conflito político interno no Iraque
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Por 23 anos, o Iraque enfrentou a atuação militar norte-americana. Da invasão inicial em 2003, à primeira retirada em 2011, até o retorno das tropas em 2014 para combaterem o Estado Islâmico, o país passou por um período de violência e morte. Após mais de duas décadas, os últimos soldados devem encerrar as atividades nesta quarta-feira (30). O processo, contudo, é cercado por incertezas.
Milícias xiitas patrocinadas pelo Irã e pelo Estado Islâmico permanecem no Iraque e aumentam a insegurança em torno de uma possível insurgência contra o governo atual, simpatizante ao norte-americano. “O Iraque pode se tornar uma colônia iraniana, como já foi no passado”, analisou o especialista em segurança e estratégia Ricardo Cabral.
“Vamos ver [...] se os iraquianos vão conseguir diminuir a influência do Irã e, ao mesmo tempo, ser uma força estabilizadora. [...]”, ponderou em entrevista ao Conexão Record News. Segundo o especialista, além da presença das milícias xiitas e da desocupação americana, uma briga política também deixa o futuro do Iraque ainda mais instável.
A política moderada do atual primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, entra em conflito com o líder religioso Moqtada al-Sadr, que prega por uma república islâmica sem conexões tão fortes com o Irã. “Não dá para dizer direito se vai para uma guerra civil e daí para uma república islâmica ou se os governos irão prevalecer”, concluiu.
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