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Análise: russos não vão negociar enquanto não conseguirem neutralizar ataques poderosos da Ucrânia

Ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que o país está pronto para retomar negociações de paz

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro das Relações Exteriores da Rússia afirmou que o país está pronto para retomar negociações de paz com a Ucrânia.
  • Sergei Lavrov destacou que Moscou está disposto a conversar, mas sem alterar suas exigências, incluindo a cessão da região do Donbas.
  • O presidente russo, Vladimir Putin, não vê motivos para negociações diretas devido aos ataques ucranianos contra alvos civis na Rússia.
  • Especialistas apontam que a Rússia não aceitará conversar enquanto não neutralizar os ataques mais intensos da Ucrânia, que têm causado mais danos.

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que o país está pronto para retomar as negociações de paz. As últimas conversas, mediadas pelos Estados Unidos, aconteceram em fevereiro, antes do início do conflito no Irã.

Sergei Lavrov disse que Moscou está pronta para conversar com Kiev, como sempre esteve. No entanto, ele não sinalizou nenhuma mudança nas exigências russas, rejeitadas pela Ucrânia. Um dos principais pontos é a cessão da região restante do Donbas, que ainda não foi tomada pela Rússia.


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Apesar da declaração do chanceler, o presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (23) que não vê motivos para conversas diretas com Volodymyr Zelensky devido aos ataques de Kiev contra alvos civis na Rússia.

Em entrevista ao Conexão Record News, Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, explica que, desde que o novo ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, assumiu o cargo, os ataques da Ucrânia passaram a ser mais pesados.


Segundo Cabral, Kiev agora ataca refinarias, estradas, túneis e fábricas, mais precisamente pela ajuda da inteligência artificial. “Ou seja, estão provocando muito mais dor à Rússia do que a Rússia nesse momento consegue fazer. A Rússia está fazendo mais do mesmo nos últimos quatro anos”, aponta.

Para o especialista, a tendência agora é os russos não aceitarem conversar enquanto não conseguirem neutralizar esses ataques mais duros e mais poderosos que os ucranianos têm feito.

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