Análise: Trump tem pouca margem de ação no Leste Europeu, que ainda trará custos humanitários
Rússia rejeitou a alegação dos Estados Unidos sobre ataques ucranianos ajudarem para o fim do conflito
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A Rússia rejeitou a alegação dos Estados Unidos de que ataques ucranianos vão ajudar a acabar com a guerra. De acordo com as informações, a desaprovação russa veio durante a cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em que líderes questionaram o presidente Volodymyr Zelensky sobre as recentes ofensivas, e o líder norte-americano Donald Trump enfatizou que a escalada pode ajudar para o fim do conflito.
Junto a isso, o secretário de Estado dos EUA expressou estar esperançoso quanto à brecha para uma negociação gerada a partir dos ataques ucranianos. Ao contrário do porta-voz do Kremlin, que afirmou que a pressão militar da Ucrânia não vai forçar a Rússia a fazer concessões.
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Durante o Conexão Record News, o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan explicou que a situação no Leste Europeu seria perfeita para Trump, se ele pudesse afiançar e mostrar ao povo norte-americano que ele foi uma das peças-chave para o encerramento do conflito. Mas Trevisan também apontou que esse movimento político será algo difícil de se conseguir, já que ambos os lados da guerra não estão dispostos a ceder o suficiente para uma paz duradoura.
“É difícil ele [Trump] impor a Zelensky o que os russos querem, e é difícil também que os russos aceitem as condições que Zelensky quer impor. Em outras palavras, a guerra vai continuar, com todos os custos humanitários, e os dois lados sabem disso”, enfatizou o especialista.
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