Analistas pedem que esporte seja aproveitado como elemento de mudança social
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 10 dez (EFE).- Um grupo de especialistas reunidos nesta terça-feira no primeiro encontro da Iniciativa Global Clinton (CGI) para a América Latina pediu que o esporte seja usado, especialmente no caso dos grandes eventos que o Brasil receberá nos próximos anos, para promover a mudança social na região. A senadora peruana e medalhista olímpica de vôlei Cenaida Uribe usou sua experiência para exemplificar como o esporte lhe permitiu sair de um ambiente complicado economicamente e realizar estudos universitários, além de se transformar em representante do povo peruano no Congresso da República. Cenaida também compartilhou sua experiência à frente de uma associação que leva o esporte às regiões mais carentes do Peru permitindo aos moradores aumentar seu desenvolvimento ao abrir-lhes novas portas. Por sua parte, o presidente do Comitê Olímpico Argentino, Gerardo Wertheim, assegurou que, além das possibilidades de desenvolvimento pessoal, o esporte abre uma oportunidade de mudar atitudes negativas na sociedade, já que, em sua opinião, "a partir de um atleta se gera um modelo de comportamento". "Por isso é muito importante o modelo que se dá em grandes eventos como os Jogos Olímpicos", acrescentou. Wertheim também assegurou que o esporte serve para "estender pontes" e, nesse sentido, lembrou o trabalho feito na cidade de Buenos Aires onde, segundo afirmou, se conseguiu romper os conflitos entre algumas das classes mais humildes graças a um projeto que pôs as crianças dessas comunidades para jogar juntos nas mesmas equipes. Sobre a importância do modelo de influência das grandes estrelas entre os mais jovens, o vice-presidente da Fundação Barcelona, Ramón Cierco, assegurou que é algo que está muito presente e que por isso têm "uma possibilidade que é uma obrigação". Já a ex-jogadora de futebol e cofundadora do Projeto Guerreiras, Caitlin Fisher, disse que as barreiras do machismo podem ser superadas através da prática e promoção do futebol feminino. Fisher assegurou que, na hora de negar patrocínio para este esporte entre as mulheres, as empresas alegam problemas econômicos, mas, em sua opinião, "o que está na raiz do problema são os preconceitos". "É preciso uma mudança na mentalidade em relação ao futebol feminino", concluiu. EFE gdl/rsd










