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Anistia Internacional pede que Colômbia priorize indígenas e afrodescendentes na restituição de terras

Importantes pontos já foram definidos, mas acordo final depende de entendimento sobre tema

Internacional|Do R7

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Prioridade deve ser para as pessoas que perderam suas terras
Prioridade deve ser para as pessoas que perderam suas terras

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (4), a Anistia Internacional voltou a destacar a necessidade de o governo colombiano cumprir todas as suas obrigações internacionais, para assegurar a reparação dos direitos das vítimas do conflito na Colômbia, restituindo terras dos que foram deslocados à força.

No documento, denominado Colômbia: Restauração da terra, garantindo a paz — direitos territoriais de indígenas e afrodescendentes, há a afirmação de que as autoridades devem priorizar o direito das comunidades indígenas e afrodescendentes, que devem ter o poder de decidir sobre o que será feito com suas terras.


As negociações de paz entre o governo e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupo guerrilheiro, estão prestes a encerrar aquele que é considerado o mais longo conflito interno do Hemisfério Ocidental, com duração de mais de meio século.

Importantes pontos já foram definidos, mas um acordo final ainda depende de um entendimento relativo à reparação de vítimas e restituição de terras, muitas delas ricas em recursos e que despertam interesse de grupos financeiros e empresas.


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No entanto, conforme diz Erika Guevara Rosas, diretora da Anistia Internacional para as Américas, muitas das pessoas forçadas a deixar suas casas por causa do conflito armado buscam agora maneiras para retornar e recuperar suas terras. 


— A propriedade e ocupação das terras tem estado no centro da violenta guerra da Colômbia, com cerca de seis milhões forçados a sair de suas casas desde 1985 por causa da violência. Nenhuma negociação de paz terá sentido se o direito das comunidades indígenas e afrodescendentes de retornar a suas terras e decidir como serão usadas, não tiver prioridade acima do desejo das empresas de explorar essas terras para obter lucro.

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