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Ao menos 100 confecções são fechadas em Bangladesh por protestos salariais

Internacional|Do R7

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Nova Délhi, 13 mai (EFE).- As autoridades do setor têxtil em Bangladesh ordenaram nesta segunda-feira o fechamento temporário de pelo menos 100 fábricas do ramo no distrito industrial de Ashulia, perto de Daca, devido aos protestos de trabalhadores que exigem aumentos salariais. A decisão foi tomada pela Associação de Produtores e Exportadores de Vestuário de Bangladesh e afeta dezenas de milhares de funcionários, que não receberão salário enquanto a paralisação durar, informou à Agência Efe uma fonte do órgão. A suspensão do salário nesse tipo de situação está contemplada na Legislação Trabalhista do país asiático, segundo a imprensa local. "Durante os últimos dias houve protestos violentos e foi decidido fechar as confecções de Ashulia até que a situação volte a ficar tranquila", explicou a fonte, que preferiu conservar o anonimato. No total, entre 100 e 150 fábricas suspenderão sua produção pelo menos amanhã, embora a paralisação possa se prolongar. A decisão acontece poucas horas depois que o governo de Bangladesh anunciou a criação de uma comissão para estudar a alta do salário mínimo dos trabalhadores do setor têxtil. Essa comissão, integrada por representantes governamentais e das fábricas e por líderes sindicais, fará uma série de recomendações em um prazo de três meses, segundo explicou hoje à Agência Efe Tareq Zahirul, porta-voz do Ministério da Indústria Têxtil. O aumento do salário mínimo entrará em vigor com efeito retroativo contando a partir de 1º de maio. A última vez que se os salários no setor subiram foi em 2010, quando o salário mínimo mensal era de US$ 21, e atualmente ronda os US$ 38, no caso dos postos de menor categoria e mais mal pagos. O governo também aprovou um pacote de emendas à Legislação Trabalhista de 2006, que inclui o direito de criar sindicatos sem a permissão das fábricas ou a obrigatoriedade de um seguro médico e de vida para os trabalhadores. A reforma será introduzida no Parlamento nacional em um prazo de dois meses, segundo fontes governamentais. Bangladesh está comovido desde que em 24 de abril foi derrubado um edifício de nove andares nos arredores de Daca com cinco confecções que fabricavam para grandes marcas do Ocidente. Quase três semanas depois da tragédia, que matou pelo menos 1.127 pessoas e feriu 2.438, os serviços de resgate continuam a cada dia recuperando cadáveres entre as ruínas da "marco zero". O exército liderou a operação de busca de corpos e remoção de escombros até agora, embora um porta-voz da instituição tenha dito hoje à imprensa que o controle do operacional será transferido amanhã ao governo local. EFE igb/tr

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