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Apenas um terço dos israelenses considera que país está em um bom caminho

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 6 mai (EFE).- Apenas 29% dos israelenses consideram que o país se dirige para a direção correta, enquanto 54% acreditam que está em um bom caminho, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo jornal local "Yedioth Ahronoth", o de maior tiragem no país. De acordo com o estudo, disponível na edição digital da publicação, a visão é mais otimista entre os maiores de 50 anos, e mais pessimista entre os menores de 34 anos, os mais afetados pela crise econômica e a desigualdade social que o país começa a sofrer. Os resultados indicam também que a maior parte dos israelenses está preocupado com questões econômicas como desemprego, difícil acesso à moradia, o alto custo da vida e o crescimento da pobreza. "Para aqueles de mais de cinquenta anos se perguntou se dão assistência econômica aos seus filhos como mais de 18 anos de idade, e 58% respondeu que sim, para questões básicas", explicou o jornal. "Mais de um quarto dos que têm entre 35 e 49 anos admitiram, por sua parte, que ainda necessitam de assistência econômica de seus pais, embora não de forma regular, mas para assuntos concretos", acrescentou a pesquisa, elaborada no final de abril pelo Instituto Rafi Smith. A margem de erro é de 4,5 pontos para mais ou para menos. A pesquisa demonstrou um desinteresse dos israelenses com a política, pois apenas 17% deles admitiu ter participado no ano passado de atividades desta natureza, neste caso a maioria de jovens. "Dos entrevistados, 5% respondeu que participou de pelo menos uma manifestação, 3% que assinou um pedido ou um manifesto político, enquanto 3% se reuniu com um político e 2% que pertence a um partido político", afirmou o diário. Em termos de espectro político, 51% afirmou que era de direita, 22% de no centro e 27% de esquerda. "Entre os jovens, a maior parte se definiu como de direita", segundo a publicação. A pesquisa também perguntou sobre a visão que os israelenses têm do exterior, e em particular de como acham que são percebidos além das suas fronteiras, algo que preocupa Israel desde que aumentaram os pedidos de boicote contra o país. Segundo o jornal, 52% dos indagados "se identificaram com a frase dita há 45 anos pelo poeta israelense Yoram Taharlev: 'o mundo está contra nós', número que aumenta para 63% entre os jovens". "Além disso, há mais mulheres do que homens que concordam que o mundo está contra nós, 58% contra 45% de homens", acrescentou o jornal. Sobre a religião, 53% dos israelenses indagados se definiram como "seculares", 26% como tradicionais ou praticantes e 21% como haredi ou ultra-ortodoxos. A maior porcentagem dos ultra-ortodoxos está abaixo dos 34 anos de idade, enquanto a menor se encontra entre aqueles que superam 50 anos. EFE jm/dk)

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