Apesar de negociações, professor diz que Israel ‘não parece interessado’ em cessar ataques no Líbano
Segundo Paulo Velasco, Tel Aviv mantém ofensiva contra os terroristas do Hezbollah para enfraquecer regime iraniano
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A estratégia de Israel ao atacar o Hezbollah é enfraquecer o Irã, analisa o professor de política internacional Paulo Velasco em entrevista ao Conexão Record News. Ele diz que “não dá para dissociar esses dois espaços”, justamente pelos vínculos muito estreitos entre o grupo xiita, criado no contexto da guerra civil libanesa e que surge muito comprometido com o combate a Tel Aviv, e a retórica iraniana “de querer varrer Israel do mapa do Oriente Médio”.
O grupo terrorista baseado no Líbano e financiado pelo regime do Irã disse ter atacado uma cidade israelense na manhã desta sexta-feira (10), ao passo que Israel afirmou ter lançado novos bombardeios em direção ao território libanês. Autoridades de Beirute afirmam que os ataques de Israel — que mataram mais de 300 pessoas e feriram milhares entre quarta e quinta-feira — estão entre os mais intensos desde 1982, quando a invasão de tropas israelenses deu início à guerra do Líbano.

Após a ofensiva que suscitou um pedido de Donald Trump por moderação, Tel Aviv afirma que vai negociar a paz diretamente com o governo do Líbano. Velasco afirma que uma continuidade de ataques contra o Hezbollah ameaçaria a busca por uma paz mais duradoura no Irã, mas diz não ver uma vontade de encerrar o conflito por parte de Benjamin Netanyahu.
O premiê israelense disse que as negociações vão se concentrar no desarmamento dos terroristas, mas que busca um acordo histórico. “O Hezbollah não é um grupo qualquer, é um grupo político, muito denso, com presença em várias coalizões de governo ao longo do tempo no Líbano. Israel quer levar a ofensiva às últimas consequências e talvez não tenha interesse em interromper as ações por agora”, pondera o especialista. A primeira rodada de conversas está prevista para a próxima semana, em Washington.
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