Logo R7.com
RecordPlus

Após 120 anos, livro de poesias é recuperado por biblioteca nos EUA

Mesmo sem grande valor comercial, obra ganhou destaque por seu significado histórico

Internacional|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um livro de poesias de 1875, perdido desde o terremoto de São Francisco em 1906, foi devolvido à Biblioteca do Instituto de Mecânica nos EUA após 120 anos.
  • O livro, chamado 'Echoes of the Foot-Hills', apresenta marcas de fumaça e carimbos antigos, indicando que sobreviveu ao desastre que destruiu grande parte da cidade.
  • O colecionador Randall Tarpey-Schwed encontrou o livro à venda e o devolveu à biblioteca, destacando seu valor histórico apesar de não ter grande valor comercial.
  • A obra é considerada uma peça histórica inestimável, preservando parte da memória de São Francisco.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Obra é uma edição de 1875 de 'Echoes of the Foot-Hills' Reprodução/Instagram/Lance Yamamoto/SFGate via @milibrary

Um livro de poesias, considerado perdido desde o terremoto que atingiu São Francisco em 1906, foi devolvido à Biblioteca do Instituto de Mecânica, nos Estados Unidos, mais de 120 anos após o desastre.

A obra, uma edição de 1875 de Echoes of the Foot-Hills (Ecos das Colinas), reapareceu em abril e chamou a atenção dos funcionários da instituição. As páginas apresentam manchas causadas pelo tempo, marcas de fumaça e antigos carimbos da biblioteca, evidências de que o exemplar pode ter sobrevivido ao terremoto e aos incêndios que destruíram grande parte da cidade no início do século 20.


Leia Mais

Em 18 de abril de 1906, um terremoto de grande magnitude atingiu São Francisco e foi seguido por incêndios que devastaram cerca de 500 quarteirões. A tragédia deixou aproximadamente 3.000 mortos e provocou perdas irreparáveis em bibliotecas e instituições culturais.

O edifício original do Instituto de Mecânica desabou durante o desastre, destruindo cerca de 200 mil volumes de seu acervo. Na mesma época, a Biblioteca Pública de São Francisco perdeu 138 mil livros. Dos aproximadamente 15 mil exemplares que estavam emprestados quando ocorreu o terremoto, apenas 1.500 foram devolvidos.


Myles Cooper, gerente e arquivista da biblioteca, afirmou, em entrevista citada pelo The New York Times, que não há registros capazes de indicar exatamente onde o livro estava durante a tragédia. Uma das hipóteses é que ele estivesse emprestado a algum leitor e, por isso, tenha escapado da destruição. “Ele pode ter sido retirado antes do terremoto ou sobrevivido entre os escombros. Não temos como saber exatamente o que aconteceu”, afirmou ele.

Um dos mistérios envolvendo o exemplar, aponta o NYT, está relacionado ao nome escrito em seu interior: Agnes Quigley, uma moradora de São Francisco do fim do século 19. A ligação dela com o livro permanece desconhecida, já que os registros de empréstimos da época desapareceram.


A descoberta do volume ocorreu graças ao colecionador Randall Tarpey-Schwed, membro da biblioteca, que encontrou o livro à venda por US$ 35 (R$ 176) em um site especializado em obras raras e itens de coleção. Impressionado com a possibilidade de o exemplar ter sobrevivido ao desastre de 1906, ele decidiu comprá-lo e devolvê-lo à instituição.

Embora não possua grande valor comercial, o livro foi considerado uma peça histórica de enorme relevância. “Como objeto de coleção, ele não vale muito. Mas, como sobrevivente daquela tragédia, é algo inestimável”, afirmou Tarpey-Schwed ao NYT.


Fundada em 1854, a Biblioteca do Instituto de Mecânica é uma das mais antigas da Califórnia. Criada inicialmente para oferecer educação profissional a trabalhadores e mineiros desempregados, hoje reúne mais de 110 mil volumes e cerca de 2.200 famílias associadas.

Apesar da idade avançada e dos danos visíveis, o livro permanece em boas condições de conservação e está disponível para consulta dos frequentadores. Por se tratar de uma obra rara, a leitura só pode ser feita dentro da própria biblioteca.

Para Cooper, o retorno do exemplar representa mais do que a recuperação de um livro perdido. A obra também preserva parte da memória de São Francisco e retrata a experiência de imigrantes e pioneiros que ajudaram a construir a história da cidade.

“É um testemunho de outra época e uma lembrança da capacidade de sobrevivência não apenas dos livros, mas também das histórias que eles carregam”, afirmou ao NYT.

Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.