Após falha, passageiros incendeiam vagão de trem no Rio de Janeiro
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 3 set (EFE).- Um grupo de passageiros revoltados incendiou nesta terça-feira um trem da SuperVia na estação Quintino, do Rio de Janeiro, depois que o veículo parou por conta de um problema mecânico, informou a polícia. Os passageiros atearam fogo no primeiro vagão do trem depois que a composição que estava à frente apresentou problemas mecânicos e obrigou que o veículo em questão retornasse para a estação Quintino. Presos por mais de 30 minutos dentro do vagão, os manifestantes atearam fogo no veículo. O incidente foi registrado às 8h, atrasando o resto das viagens pelo ramal que liga a zona oeste ao centro, utilizado pela maioria da população para chegar aos locais de trabalho, deixando milhares de pessoas sem transporte. O problema desta terça-feira é o mesmo registrado ontem e similar a uma paralisação na semana passada de quase cinco horas, o que irritou muitos passageiros que tiveram que descer do trem e caminhar pelos trilhos até as estações mais próximas. Além dos manifestantes mais exaltados que colocaram fogo em materiais inflamáveis de um dos vagões, outro grupo maior protagonizou um protesto pacífico, atirando roupas e mochilas sobre os trilhos para expressar a indignação com os problemas de transporte público no Rio de Janeiro. Os protestos fizeram com que a concessionária que opera o serviço de trens tivesse que fechar as portas das duas estações mais próximas para evitar que mais passageiros frustrados se unissem às manifestações. Os bombeiros necessitaram de cerca de uma hora para controlar o fogo no vagão afetado e impedir que o incêndio se estendesse aos vizinhos. Os incidentes ocorreram no mesmo momento em que outro grupo de moradores da zona oeste do Rio de Janeiro realizava um protesto contra as deficiências no serviço de ônibus que atende a essa populosa área da cidade com bloqueios em uma importante avenida. Os protestos por melhores serviços públicos que sacudiram o Brasil em junho e que mobilizaram milhões de pessoas em mais de cem cidades, começaram por conta de um reajuste nas tarifas de transporte público e por problemas nos serviços de ônibus e metrô de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. EFE cm/ff








